Brasil será maior beneficiado com nova tarifa de 15% dos EUA, diz estudo
Brasil se destaca com nova tarifa de 15% dos EUA, aponta estudo
As tarifas globais de 15% sobre importações americanas, anunciadas por Donald Trump no último sábado (21), devem beneficiar o Brasil mais que qualquer outro país, de acordo com um levantamento da plataforma de monitoramento Global Trade Alert.
Embora o novo percentual represente um aumento em relação aos 10% divulgados na sexta-feira (20), a nova norma ainda deverá resultar em uma diminuição de 13,6% na alíquota média aplicada às exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.
Antes da decisão da Suprema Corte que considerou ilegal o aumento tarifário do presidente republicano, o Brasil enfrentava tarifas médias de aproximadamente 26,3%. Com a implementação da nova alíquota global, esse valor cai para 12,8%.
Os países que também terão impactos positivos com a nova alíquota incluem China e Índia, com reduções de 7,1% e 5,6%, respectivamente.
Em contrapartida, nações que firmaram acordos comerciais com os Estados Unidos enfrentarão um aumento na cobrança média sobre seus produtos. As principais delas são Reino Unido (+2,1%), Itália (+1,7%) e Singapura (+1,1%).
Países asiáticos como Japão (+0,4%) e Coreia do Sul (+0,6%), que também estabeleceram parcerias comerciais com os americanos, observarão tarifas médias mais altas, segundo o estudo.
Apesar dessas mudanças, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou neste domingo (22) que nenhum dos países parceiros manifestou intenção de se retirar após a decisão da Suprema Corte.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, também comentou em entrevista à CNN Internacional que todos os parceiros comerciais desejam manter os acordos estabelecidos por Donald Trump. Ele ressaltou: "Estamos em contato com nossos parceiros comerciais estrangeiros, e todos eles querem manter os acordos comerciais que foram firmados".
Alckmin considera tarifas de 15% vantajosas
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que as novas tarifas anunciadas por Donald Trump na semana passada geraram um saldo positivo para o Brasil.
Segundo ele, a alíquota de 15%, aplicada de forma uniforme no cenário global, assegura competitividade. "Ela foi positiva porque estabeleceu que a alíquota deve ser igual para todos. Inicialmente era 10% e, na última ordem executiva, foi para 15%", explicou em entrevista a jornalistas na cidade de Aparecida, em São Paulo.
"É justa [a medida], pois a tarifa média dos produtos americanos que entram no Brasil é de 2,7%. E os Estados Unidos têm um déficit com o mundo, mas mantêm superávit com o Brasil, tanto na balança de serviços quanto na balança de bens. Portanto, mesmo com a alíquota de 15%, como ela é igual para todos, nós não perdemos competitividade", completou.
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