Brasil cita “ataques retaliatórios” e se solidariza com países alvos do Irã
Brasil condena "ataques retaliatórios" e expressa solidariedade
O Ministério das Relações Exteriores se manifestou, em comunicado na noite deste sábado (28), contra "quaisquer ações que violem a soberania de outros Estados ou que possam intensificar o conflito, como ações retaliatórias e ataques a áreas civis".
O Itamaraty reiterou a importância do respeito ao Direito Internacional e expressou solidariedade aos países atingidos pelos ataques do Irã, que ocorreram após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel na madrugada de sábado.
Em nota, o Brasil lembrou que a legítima defesa, conforme prevista no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, é uma medida excepcional e deve respeitar a proporcionalidade e o nexo causal com o ataque inicial. Assim, o país se solidariza com a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia, alvos de ataques retaliatórios do Irã em 28 de fevereiro.
Para o governo brasileiro, a intensificação das "hostilidades" na região do Golfo representa uma "grave ameaça à paz e à segurança internacionais", com potenciais repercussões humanitárias e econômicas significativas.
Além disso, o Brasil destacou o papel central das Nações Unidas na prevenção e resolução de conflitos por meio de negociações diplomáticas.
Mais cedo, em sua análise sobre os ataques ao Irã, o Brasil já havia feito um apelo pela paz e pela "máxima contenção" dos países envolvidos, para evitar a escalada do conflito.
Neste sábado, em resposta ao ataque que resultou em mais de 200 mortes no Irã, o regime iraniano desencadeou uma série de ataques em várias partes do Oriente Médio, com explosões registradas em países que possuem bases militares americanas.
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