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Brasil apela para que EUA e Israel respeitem o Direito Internacional

Brasil solicita respeito ao Direito Internacional por parte dos EUA e de Israel

28 de fevereiro de 2026, 10h55

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil expressou sua condenação ao ataque realizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que ocorreu neste sábado (28/2) em uma operação coordenada confirmada por autoridades dos dois países. “Os ataques aconteceram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, uma posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, destacou o Itamaraty em nota oficial.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-presidente Donald Trump afirmou que a ação militar visava “eliminar ameaças” ao povo norte-americano. Contudo, analistas consideram a justificativa oficial como obscura, pois não está claro se o objetivo era apenas enfraquecer o regime iraniano, atacar instalações militares específicas, remover a liderança do país ou se apoderar da indústria petrolífera, como ocorreu na Venezuela.

Líderes mundiais demonstraram preocupação com a situação. O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. “O desencadeamento da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã traz graves consequências para a paz e a segurança internacional. Neste momento decisivo, estamos tomando todas as medidas necessárias para garantir a segurança de nosso território e de nossos compatriotas, assim como de nossos interesses no Oriente Médio”, ressaltou.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, compartilharam em redes sociais que os ataques são “extremamente preocupantes” e solicitaram a todas as partes que exerçam “máxima contenção”. “Em estreita coordenação com os Estados-Membros da UE, tomaremos todas as medidas necessárias para garantir que os cidadãos da UE na região possam contar com nosso total apoio”, afirmaram em uma declaração conjunta. “Apelamos a todas as partes para que exerçam máxima contenção, protejam os civis e respeitem integralmente o direito internacional.”

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, criticou Trump, afirmando que “o pacificador está atirando para todo lado novamente. As conversas com o Irã eram apenas uma fachada. Todo mundo sabia disso. Então, quem tem mais paciência para esperar pelo triste fim do inimigo agora? Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2500 anos. Vamos ver o que acontece em uns 100 anos…”

Os ataques coordenados deste sábado atingiram várias cidades iranianas, incluindo o gabinete do líder supremo e o gabinete presidencial em Teerã. Segundo a Agência de Notícias da República Islâmica, 40 pessoas perderam a vida em um bombardeio a uma escola primária feminina no condado de Minab, na província de Hormozgan, no sul do país. O governador Mohammad Radmehr informou que 48 pessoas ficaram feridas no ataque.

Explosões também foram registradas em cinco outras cidades: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e na capital Teerã.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã enfatizou que os ataques ocorreram “mais uma vez durante negociações” com Washington e prometeu uma “resposta esmagadora”.

As Forças de Defesa de Israel relataram que o Irã retaliou com ataques ao território israelense. Instalações da Marinha dos EUA no Bahrein também foram alvo de mísseis, conforme informou o governo local, e explosões foram registradas em Doha, no Catar.


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