Braga Netto – Wikipédia, a enciclopédia livre
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Participação em organização criminosa armada
Deterioração de patrimônio protegido
Walter Souza Braga Netto GCMM • GCRB • GCMD, nascido em Belo Horizonte, 11 de março de 1957, é um militar da reserva e político brasileiro, atualmente filiado ao Partido Liberal (PL). Ocupou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil do Brasil entre 2020 e 2021 e foi ministro da Defesa de 2021 a 2022, durante a gestão de Jair Bolsonaro. No Exército Brasileiro, atingiu o posto de General de Exército, o mais elevado na hierarquia militar em tempos de paz.
Entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2019, chefiou a Intervenção Federal no Estado do Rio de Janeiro, decretada pelo governo de Michel Temer. Foi Comandante Militar do Leste até fevereiro de 2019, quando assumiu o Estado-Maior do Exército. Nas eleições de 2022, foi candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro. Em 2023, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico, resultando em sua inelegibilidade por 8 anos.
Em 19 de novembro de 2024, a Polícia Federal iniciou uma investigação sobre sua possível participação, junto a outros ex-integrantes do governo Bolsonaro, em um plano de golpe de Estado que contemplava o assassinato de Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes. Em 21 de novembro de 2024, Braga Netto foi formalmente indiciado.
A prisão ocorreu em 14 de dezembro de 2024, sob a acusação de obstrução de justiça nas investigações ligadas ao golpe, sendo apontado como responsável por tentar acessar dados confidenciais da delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. Em 11 de setembro de 2025, foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado por crimes como organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Esta condenação marca a primeira vez na história do Brasil em que generais são penalizados por golpe de Estado.
Braga Netto ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 17 de fevereiro de 1975 e, em 14 de dezembro de 1978, foi declarado aspirante-a-oficial da arma de cavalaria. Sua trajetória militar inclui promoções a 2º tenente em 31 de agosto de 1979, 1º tenente em 25 de dezembro de 1980 e a capitão em 25 de dezembro de 1984.
Como tenente-coronel, atuou como assessor na Subsecretaria de Programas e Projetos da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Em 2 de fevereiro de 2001, foi nomeado oficial de Gabinete do comandante do Exército, Gleuber Vieira.
Em 9 de julho de 2001, assumiu o comando do 1.º Regimento de Carros de Combate (1º RCC), no Rio de Janeiro, e foi promovido a coronel em 18 de dezembro de 2001.
Foi adido de Defesa e do Exército na Embaixada do Brasil na Polônia de 1º de fevereiro de 2005 até 1º de fevereiro de 2007. Em novembro de 2009, foi promovido a general de brigada e nomeado chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste.
Em 2011, foi designado adido militar do Exército na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, credenciado também junto ao Canadá. Em 31 de março de 2013, retornou ao Brasil para dirigir a Educação Superior Militar no Rio de Janeiro, sendo promovido a general de divisão e coordenador geral da assessoria especial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
Em 31 de julho de 2016, foi promovido a general de exército e nomeado comandante Militar do Leste, cargo que ocupou de 23 de setembro de 2016 até 26 de abril de 2019. Em 16 de fevereiro de 2018, foi nomeado interventor federal na Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, recebendo status de governador.
Braga Netto permaneceu como chefe do Estado-Maior do Exército de 28 de abril de 2019 a 13 de fevereiro de 2020. Em 29 de fevereiro de 2020, foi transferido para a reserva.
No dia 14 de fevereiro de 2020, assumiu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, substituindo Onyx Lorenzoni. Seu mandato como ministro se estendeu até 29 de março de 2021, quando foi designado ministro da Defesa. Durante essa fase, foi indiciado pela CPI da Covid-19.
Nas eleições presidenciais de 2022, Jair Bolsonaro anunciou que indicaria Braga Netto como seu vice. A chapa recebeu 49,10% dos votos no segundo turno, mas foi derrotada por Lula e Alckmin.
Em 31 de outubro de 2023, o TSE declarou Braga Netto inelegível por 8 anos, junto a Jair Bolsonaro, por abuso de poder durante as manifestações do Bicentenário da Independência do Brasil.
Em 8 de fevereiro de 2024, a Polícia Federal deu início à Operação Tempus Veritatis para investigar a tentativa de golpe de Estado. No dia 19 de novembro de 2024, a operação Contragolpe resultou na prisão de outros militares envolvidos em um plano de assassinato.
Em 21 de novembro de 2024, foi indiciado por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Sua prisão, ocorrida em 14 de dezembro de 2024, foi motivada pela tentativa de obstrução de justiça. Apesar disso, continuou no comando da 1ª Divisão de Exército no Rio de Janeiro.
Em 19 de dezembro de 2024, uma deputada federal solicitou a suspensão do pagamento da aposentadoria de Braga Netto até que as investigações fossem concluídas.
Condecorações
Medalha de Serviço Amazônico: Passador de Bronze (1998)
Medalha Mérito Santos Dumont (1998)
Ordem do Mérito Militar: Cavaleiro ordinário (2003), Oficial (2006), Comendador (2009), Grande-Oficial (2013), Grã-Cruz (2016)
Ordem do Mé
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