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Bradsaúde vai ser maior IPO reverso do Brasil; saiba o que é

Bradsaúde se tornará o maior IPO reverso do Brasil

A nova iniciativa do Bradesco no setor de saúde, Bradsaúde, está prestes a ser estabelecida por meio da maior operação de "IPO reverso" do país.

Esse modelo, também conhecido como aquisição reversa ou fusão reversa, envolve a compra de ativos já listados para evitar o processo tradicional de abertura de capital.

O CEO da Elos Ayta, Einar Rivero, explica que "o modelo reduz etapas como o registro inicial de companhia aberta e incertezas quanto à demanda dos investidores, permitindo um acesso mais rápido ao mercado de capitais".

Rivero ressalta que, ao contrário de uma oferta pública tradicional, "as condições da transação ficam majoritariamente sob controle do acionista, onde o preço é determinado pelo mercado".

A estratégia visa diminuir custos, tempo e riscos em um cenário de mercado desafiador, conforme aponta o analista.

"Ofertas iniciais dependem de janelas favoráveis, roadshows com investidores e estão sujeitas a grande volatilidade macroeconômica. Em tempos de juros altos e menor apetite por risco, os descontos exigidos pelo mercado podem impactar negativamente o valor da operação", acrescenta.

A nova estrutura incluirá a Bradesco Saúde, a Odontoprev, a operadora Mediservice, a Atlântica Hospitais e Participações, focada em investimento e desenvolvimento de infraestrutura médico-hospitalar, a Orizon, especializada em tecnologia para o setor de saúde, e a rede de clínicas Meu Doutor Novamed.

A Bradsaúde será lançada com uma receita projetada de R$ 52 bilhões, mais de 13 milhões de beneficiários, aproximadamente 3,6 mil leitos hospitalares e 35 clínicas, considerando os resultados de 2025.

Rivero afirma que "a criação da BradSaúde representa o maior IPO reverso já realizado na B3. Além do volume financeiro, a operação se destaca pelo perfil do emissor. Historicamente, esse tipo de transação esteve associado a empresas menores ou reestruturações corporativas".

Ele conclui que "o uso por um grande conglomerado financeiro para estruturar uma vertical estratégica, neste caso, saúde, indica uma nova aplicação do instrumento".

Recentes operações de IPO reverso incluem a formação da Fictor Alimentos (FICT3), que na última quinta-feira (26) foi incluída na recuperação judicial de seu grupo controlador, e a Reag Investimentos (REAG3), que foi liquidada pelo Banco Central devido a sérias violações das normas que regem as atividades do Sistema Financeiro Nacional (SFN).


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