Bolsonaro prepara lista com pré-candidatos do PL ao Senado
Bolsonaro elabora lista de pré-candidatos do PL ao Senado
Em encontro com aliados na 'Papudinha', o ex-presidente busca definir palanques em Estados estratégicos para sua campanha
23/02/2026 18h50 Atualizado há 2 horas
O ex-presidente Jair Bolsonaro está finalizando uma lista com os pré-indicados para concorrer ao Senado pelo PL em diferentes Estados, enquanto busca esclarecer quais locais ainda carecem de definições. A proposta é que o número “222” esteja presente nas urnas em todos os Estados, garantindo ao menos uma das duas vagas em disputa.
Com divisões na direita, Flávio Bolsonaro expressa descontentamento em relação às disputas internas e solicita apoio.
Tereza Cristina defende a união entre União e PP em uma chapa da direita, afirmando que, se convidada para ser vice, considerará a proposta com atenção.
Conforme o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o entendimento é que Bolsonaro deve indicar os candidatos ao Senado, enquanto o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ficará responsável por escolher os nomes para governo, vices e deputados federais. O pacto inclui coligações com outros partidos.
Para as vagas ao Senado, a prioridade é que sejam indicados candidatos do PL que tenham a “extrema confiança” de Bolsonaro. O deputado Sanderson (PL-RS) foi um dos convocados a se reunir com o ex-presidente na "Papudinha", que se tornou um centro de operações da campanha. Recentemente, ele e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foram chamados por Bolsonaro para discutir as situações em seus Estados.
“Fiquei lá por duas horas. Conversamos sobre questões políticas do meu Estado, o Rio Grande do Sul, e também sobre outros Estados, já que estou aqui na Câmara, no Congresso, e consigo fazer essa análise que ele não consegue. Ele confia em mim e pediu que eu apresentasse essa perspectiva”, revelou Sanderson.
Ele acrescentou que Bolsonaro tem tomado decisões com base nas informações que recebe. “Ele conta com o apoio de advogados, dos filhos, especialmente Flávio e Carlos Bolsonaro, que lhe atualizam sobre os cenários. A Michelle também participa. Porém, ele não tem acesso às redes sociais e à imprensa. Assiste basicamente ao jornal da noite nas TVs abertas”, explicou.
Após visitar o pai, Carlos Bolsonaro comentou que o ex-presidente está “construindo, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e outras funções políticas relevantes”. Em entrevista, Valdemar afirmou que as indicações para governadores são responsabilidade da direção do partido, embora palpites externos sejam considerados normais.
Contudo, aliados de Bolsonaro minimizam os ruídos. “O acordo sempre foi claro. Bolsonaro indica para o Senado, Valdemar indica governadores e articula as composições. Nesta quarta-feira, teremos uma reunião com Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro para discutir os cenários estaduais”, afirmou Sóstenes.
Definições e incertezas
Durante a visita de sábado, Bolsonaro confirmou as indicações ao Senado em três Estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. “No Rio Grande do Sul, ele mencionou dois nomes: o meu, pelo PL, e Marcel Van Hattem, pelo Novo. Em Santa Catarina, decidiu pela Carol de Toni e Carlos Bolsonaro. No DF, os nomes são Bia Kicis e Michelle”, disse o parlamentar.
Sanderson também apontou que, segundo Bolsonaro, muitos Estados ainda estão em fase de definição. “No Paraná, o nome é Filipe Barros (PL-PR), mas a segunda vaga ainda está em aberto. Em São Paulo, o nome quase certo é Guilherme Derrite (PP-SP), mas a vaga do PL ainda é indefinida. No Rio de Janeiro, com a saída de Flávio Bolsonaro, a situação também está em aberto.”
Ele mencionou que Bolsonaro sinalizou um acordo com os deputados José Medeiros (PL-MT) para uma das vagas em Mato Grosso, Alberto Neto (PL-AM) pelo Amazonas, Bruno Scheid (PL-RO) para uma das vagas em Rondônia e Rodrigo Valadares (PL-SE) para concorrer em Sergipe.
“Conversei com ele sobre a importância de manter o plano original de lançar apenas candidatos ao Senado em quem ele confia. Não se deve ceder ao Centrão nesse caso. Para cargos de deputado, governador ou vice, pode haver concessões. Mas, no Senado, é preciso ter pessoas fiéis a ele. Ele reafirmou que está determinado nisso”, declarou Sanderson.
O deputado também comentou sobre a possibilidade de composição para a vice de Flávio. “Ele aprecia muito o Zema. Acredito que seria um excelente nome para vice. Se tivesse que apostar, diria que será ele”, afirmou. No entanto, fontes indicam que a estratégia da campanha é adiar a divulgação da candidatura a vice para permitir negociações com outros partidos.
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