infomoney

Bolsonaro pede que Michelle só se envolva na política após março e prega união

Ex-presidente Jair Bolsonaro defende Michelle e pede cautela política

01/03/2026 12h07

Atualizado há 51 minutos

Neste domingo, o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou uma carta manuscrita em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No documento, ele solicita que sua esposa se envolva nas articulações políticas apenas após março de 2026.

De acordo com o texto, compartilhado por aliados, Bolsonaro critica os ataques provenientes de setores da própria direita e apela pela união entre os aliados.

“Dirijo-me a todos que compartilham nossos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para expressar meu lamento pelas críticas da própria direita direcionadas a alguns colegas e à minha esposa”, destacou Bolsonaro. Essa declaração surge em meio a disputas internas no campo conservador sobre estratégias eleitorais e a ocupação de espaços políticos, incluindo vagas no Senado.

Na carta, Bolsonaro menciona que a ex-primeira-dama está “muito ocupada com o atendimento da nossa filha Laura, que passou por uma cirurgia, além de cuidar de mim”. Essa referência pessoal introduz um aspecto familiar ao debate político, ligando a decisão a questões de saúde.

O ex-presidente também se pronuncia sobre o cenário eleitoral: “Em uma campanha majoritária, assim como nas desejadas vagas para o Senado, os apoios devem ser conquistados através do diálogo e do convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”. Essa declaração sugere seu desconforto com críticas públicas dentro do próprio grupo político e defende uma abordagem baseada em negociações internas.

Michelle Bolsonaro tem sido mencionada por aliados como uma potencial candidata ao Senado pelo Distrito Federal em 2026, especialmente após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. A definição das candidaturas no PL e no campo conservador é crucial, envolvendo disputas por espaço político e capital eleitoral.

A carta conclui com um agradecimento “pelo carinho e consideração” e a frase: “Da nossa união o futuro do Brasil”.

Ao reforçar a importância da coesão, Bolsonaro busca reposicionar a discussão interna da direita, em um momento de rearranjos e disputas antecipadas para 2026, enquanto preserva a imagem de Michelle como uma figura a ser mantida fora das tensões partidárias imediatas.

Essa manifestação acontece em meio a intensas especulações sobre a sucessão presidencial na direita brasileira, a pouco mais de seis meses das eleições gerais de outubro de 2026. Com a condenação e prisão de Bolsonaro impedindo sua participação, o nome de Michelle tem sido debatido como uma potencial figura política relevante, tanto dentro do Partido Liberal (PL) quanto no contexto mais amplo da direita conservadora.

Analistas apontam que a ex-primeira-dama tem consolidado, nos últimos meses, um perfil de liderança entre determinados setores — especialmente entre eleitores evangélicos e femininos — e foi mencionada como uma candidata em pesquisas e cenários eleitorais, embora nem sempre com consenso dentro do próprio PL.


← Voltar para as notícias