Bolsas da Europa fecham em forte queda com conflito no Oriente Médio
As bolsas europeias registraram quedas significativas nesta segunda-feira, 2 de outubro, em resposta à intensificação do conflito no Oriente Médio, desencadeado por ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Esse cenário aumentou a aversão ao risco global e elevou os preços do petróleo.
O aumento da commodity reacendeu preocupações sobre inflação e desaceleração econômica, impactando principalmente setores vulneráveis ao ciclo econômico, como turismo, varejo e bancos. Por outro lado, ações de energia e defesa conseguiram limitar perdas mais amplas.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 1,20%, a 10.780,11 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 2,42%, a 24.672,40 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 2,17%, a 8.394,32 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,97%, a 46.280,40 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 2,65%, a 17.875,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 apresentou leve queda de 0,04%, a 9.272,47 pontos. As cotações são preliminares.
Dados recentes indicam que o PMI industrial da zona do euro voltou a mostrar crescimento, enquanto o indicador do Reino Unido decepcionou ao cair. Segundo a Commerzbank, um conflito prolongado pode elevar a inflação na região em até 1 ponto porcentual e reduzir o crescimento em alguns décimos, com o preço do petróleo se aproximando de US$ 100. O RBC Capital Markets destacou o possível impacto negativo no varejo europeu, e o Vontobel apontou pressão adicional sobre o segmento de luxo.
No mercado de ações, empresas petrolíferas lideraram os ganhos, com Var Energi e Equinor apresentando altas de aproximadamente 6% e 8%, respectivamente, acompanhando a alta do petróleo. No setor de defesa, BAE Systems avançou cerca de 5,3%, enquanto a Leonardo subiu pouco mais de 2,5%.
Por outro lado, o setor de turismo e transporte enfrentou quedas. TUI e Carnival tiveram perdas de cerca de 10% e 8%, respectivamente. Companhias aéreas como IAG e Lufthansa caíram quase 5% cada, refletindo interrupções no tráfego aéreo e receios sobre a demanda. O setor bancário, pressionado por temores inflacionários, recuou cerca de 3%.
*Com informações da Dow Jones Newswires.*
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