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Bolsas da Europa ampliam perdas e tombam pelo menos 2% com guerra no Irã

As bolsas europeias enfrentam uma forte desvalorização na manhã desta terça-feira (3), intensificando as perdas significativas registradas no dia anterior. A possibilidade de um conflito prolongado no Oriente Médio afeta o ânimo dos investidores, enquanto a alta nos preços do petróleo e do gás natural gera preocupações em relação à inflação.

Às 6h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 apresentava uma queda de 2,66%, marcando 607,02 pontos, após ter encerrado no menor nível em mais de duas semanas na sessão anterior.

Os subíndices de bancos e de empresas de serviços essenciais, como energia elétrica, água e gás, registravam perdas superiores a 3%.

A inquietação dos investidores se intensifica com a escalada do conflito no Oriente Médio, que teve início com um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, o que pode impactar a oferta de petróleo, cujos preços já sobem pelo segundo dia consecutivo.

Teerã afirmou que o Estreito de Ormuz, através do qual passa cerca de 20% do petróleo mundial, está fechado.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a ofensiva no Irã pode se estender por um período de quatro a cinco semanas.

Em breve, os investidores deverão monitorar os dados sobre a inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro referentes ao mês de fevereiro.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, o economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, destacou que a guerra pode provocar um aumento significativo da inflação na região, além de impactar negativamente o crescimento econômico.

Às 6h45 (de Brasília), a bolsa de Londres registrava queda de 2,47%, a de Paris recuava 2,57% e a de Frankfurt perdia 3,26%. As bolsas de Milão, Madri e Lisboa também apresentavam quedas de 3,72%, 3,76% e 3,13%, respectivamente.


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