Banco Central do Brasil

Boletim Focus: projeção da Selic para o fim de 2026 recua e dólar cai pela quarta semana consecutiva

Projeção da Selic para o fim de 2026 recua e dólar cai pela quarta semana consecutiva

O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil nesta segunda-feira (2), revela que as expectativas sobre inflação e a taxa básica de juros, atualmente em 15%, estão em ajuste. O relatório mantém a projeção do IPCA de 2026 em 3,91%, enquanto a Selic para o fim do próximo ano recuou para 12%.

A mediana do IPCA, indicador oficial da inflação no Brasil, está 0,91 ponto percentual acima do centro da meta, que é de 3%. Um mês atrás, a projeção era de 3,99%. Entre fevereiro e abril deste ano, as medianas mostraram um aumento de 1,18%. Para 2027, a previsão do IPCA caiu de 3,80% para 3,79%, após 16 semanas de estabilidade.

Conforme divulgado na reunião de janeiro do Copom, o Banco Central espera que o IPCA feche 2026 com alta de 3,4% e que a inflação em 12 meses atinja 3,2% no terceiro trimestre de 2027.

O IGP-M de 2026 caiu pela quarta semana consecutiva, passando de 3,71% para 3,18%. Um mês atrás, a estimativa era de 3,92%. Para 2027, a projeção se manteve em 4,0%.

A cotação do dólar no fim de 2026 também apresentou queda pela segunda semana, indo de R$ 5,45 para R$ 5,42. Um mês antes, a moeda estava cotada a R$ 5,50. A previsão para 2027 permanece em R$ 5,50.

Em relação ao crescimento do PIB brasileiro, as medianas para 2026 mantiveram-se em 1,82%, ligeiramente superior aos 1,80% registrados no mês anterior. Considerando apenas as 29 projeções mais recentes, a estimativa variou de 1,82% para 1,85%.

O Banco Central e o Ministério da Fazenda projetam um crescimento de 2,3% para a economia em 2026.

A mediana da Selic para o fim de 2026 foi reduzida de 12,13% para 12,0%. Nas 41 estimativas mais recentes, essa mediana permanece em 12,0%. A projeção para o final de 2027 segue em 10,50% e para 2028 em 10%.

Em janeiro, o Copom decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez consecutiva, mas indicou a possibilidade de iniciar cortes na próxima reunião, prevista para março. A ata da decisão destacou que o comitê pode flexibilizar a política monetária, mas manterá a restrição necessária para garantir a convergência da inflação à meta.

As estimativas publicadas no boletim desta segunda-feira refletem dados enviados ao Banco Central até a última sexta-feira (27) e não incluem as recentes oscilações nos preços do petróleo, influenciadas pelos conflitos no Oriente Médio.

*Com informações de Cícero Cotrim, da Broadcast*


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