cnnbrasil

Bitcoin sobe enquanto guerra com Irã impulsiona refúgio da inflação

Bitcoin opera em alta impulsionado por temores inflacionários

Nesta segunda-feira (2), a criptomoeda registrou uma valorização, beneficiada pelo aumento das preocupações inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio. A situação atual torna o bitcoin uma opção atrativa para quem busca proteger seu poder de compra. O conflito, que teve início no último fim de semana, impacta diretamente o fornecimento global de hidrocarbonetos, especialmente com o fechamento do Estreito de Ormuz, resultando em um aumento significativo nos preços do petróleo, diesel e gás natural.

Por volta das 17h00 (de Brasília), o bitcoin apresentava alta de 4,58%, cotado a US$ 68.972,33. O ethereum também teve um desempenho positivo, subindo 4,62%, com valor de US$ 2.043,66, segundo dados da plataforma Binance.

Impactos do conflito no mercado financeiro

O cenário de aversão ao risco, que normalmente prejudica o bitcoin, parece não ter sido suficiente para barrar sua valorização, uma vez que as preocupações com a inflação tendem a impulsionar a criptomoeda. De acordo com Stephen Coltman, da 21shares, o aumento nos preços do petróleo favorece a recuperação dos valores do bitcoin.

"É compreensível que tenhamos observado uma alta nos preços do bitcoin durante o fim de semana, já que ele se beneficia de expectativas de inflação mais elevadas", comentou Coltman.

Por outro lado, a Bitfinex destacou que o bitcoin iniciou março após uma das correções mais severas da sua história, com cinco fechamentos mensais seguidos em baixa, representando uma desvalorização acumulada de 52% em relação ao pico de outubro de 2025. Apesar disso, a faixa entre US$ 60 mil e US$ 62 mil continua a servir como um suporte importante.

Pressão sobre o uso de criptomoedas

Enquanto isso, governos ocidentais enfrentam crescente pressão para restringir o uso de criptomoedas. Novas pesquisas indicam que aproximadamente US$ 350 bilhões foram lavados por criminosos e estados hostis através dessa tecnologia nas últimas duas décadas.

Um relatório recente do think tank Henry Jackson Society, compartilhado com o Broadcast Político, revela que a lavagem de dinheiro global tem migrado significativamente para as criptomoedas nos últimos anos. Os Estados Unidos, Rússia e Reino Unido são os países que registram o maior número de casos confirmados. O estudo se baseia em um banco de dados que documenta 164 casos de lavagem de dinheiro identificados entre 2005 e 2025.

*Com informações da Dow Jones Newswires.*


← Voltar para as notícias