Arlindo Cruz

Biografia revelou luta de Arlindo Cruz contra vício em cocaína; entenda

Arlindo Cruz: A Luta e a Vida do Sambista

Arlindo Cruz faleceu na última sexta-feira, 8 de setembro, aos 66 anos, no Rio de Janeiro, devido às sequelas de um AVC hemorrágico que sofreu em março de 2017.

Uma biografia intitulada "O Sambista Perfeito", escrita pelo jornalista Marcos Salles, foi lançada pouco mais de um ano antes de sua morte. A obra explora aspectos pouco conhecidos da vida do artista, incluindo sua luta contra o vício em cocaína.

Dentre as homenagens, Dudu Nobre declarou à CNN que foi um privilégio viver na mesma época que Arlindo. Além disso, o legado musical do sambista é lembrado por canções que estouraram nas vozes de outros artistas.

O livro, que conta com 462 páginas, reúne depoimentos do próprio Arlindo, coletados antes do AVC, e de aproximadamente 120 pessoas próximas a ele, como amigos, familiares e importantes nomes da música brasileira, incluindo Maria Bethânia, Zeca Pagodinho e Regina Casé.

Um dos capítulos mais impactantes aborda sua batalha contra a dependência de cocaína, que começou nos anos 1980, um período em que a droga se tornou comum no meio artístico. Apesar das tentativas de tratamento, o sambista enfrentou recaídas ao longo da vida. No entanto, próximo ao AVC, seu filho Arlindinho revelou que o pai estava quase livre do vício.

Além do vício, a biografia também revela tumultos na vida pessoal de Arlindo, incluindo conflitos familiares, dificuldades no casamento com Babi Cruz e um filho fora do relacionamento. O passado de Arlindo também é marcado por uma história familiar pesada, com um pai policial que fez parte do Esquadrão da Morte e passou 19 anos preso, um contexto que teve grande influência em sua trajetória.

Marcos Salles destaca ainda a generosidade do sambista e sua fidelidade ao candomblé, além do respeito por diversas crenças.

A confirmação da morte foi divulgada pela CNN na sexta-feira. Arlindo estava com a saúde comprometida, recebendo cuidados médicos e apoio familiar nos últimos dias. Ele também lidava com uma doença autoimune, era traqueostomizado e utilizava uma sonda alimentar, conhecida como gastrostomia (GTT).

Durante sua carreira, Arlindo foi apoiado por sua esposa, Babi Cruz, e seus filhos, Flora e Arlindinho. O casal, que está junto há 35 anos, ficou noivo em 1986.

Entre os marcos de sua carreira, destacam-se a participação no grupo Fundo de Quintal, samba-enredos na escola Império Serrano e aparições em programas de televisão. Suas músicas, como “O Show Tem Que Continuar”, “Saudade Louca”, “Meu Lugar” e “O Que É o Amor”, continuam a ressoar na memória dos fãs.


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