Biografia de Beth Carvalho revela pedido da cantora aos sambistas antes de morrer: ‘Eu tô indo’
Biografia de Beth Carvalho traz revelações emocionantes
A nova biografia da renomada cantora Beth Carvalho (1946-2019), intitulada Beth Carvalho - Uma Vida Pelo Samba (Sonora Editora), é uma obra do jornalista e pesquisador Rodrigo Faour. O livro destaca uma conversa significativa entre Beth e a cantora Teresa Cristina ocorrida em 2018.
Durante a visita de Teresa à casa de Beth, que aconteceu para promover o 1º Encontro de Mulheres na Roda de Samba, a cantora recebeu as convidadas deitada no sofá, devido às dores na coluna. Juntas, elas interpretaram Coisa de Pele. Em um momento especial, Beth fez um pedido a Teresa e aos sambistas.
Beth teria afirmado: “Eu tô indo, mas vocês tão aí. Você tem que trazer os sambistas para a política. A gente tem que falar de política e tocar o dedo na ferida. O sambista não pode ser omisso.”
Ao longo de sua carreira, Beth sempre abordou temas políticos e sociais em suas músicas. Uma de suas canções mais emblemáticas, Saco de Feijão, lançada em 1976, traz versos impactantes como “de que me serve o saco cheio de dinheiro para comprar um quilo de feijão”. A própria Coisa de Pele, composta por Jorge Aragão, também menciona a luta racial em seus versos.
Beth se envolveu ativamente na política ao apoiar o movimento das Diretas Já, em 1983, além de declarar apoio a Leonel Brizola e ao presidente Lula, participando do programa eleitoral da ex-presidente Dilma Rousseff.
A biografia também revela, pela primeira vez, detalhes sobre a doença que levou à morte da cantora, aos 72 anos. Beth enfrentou um raro tumor no sacro, que lhe causava dores intensas, além de uma ferida que não cicatrizava. Ela também lidou com um câncer de mama, mas, mesmo assim, continuou a fazer shows, muitas vezes deitada.
Com mais de 50 anos de carreira, Beth Carvalho lançou sambas inesquecíveis e ajudou a revelar talentos como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Almir Guineto e Dudu Nobre, mantendo estreita relação com ícones como Cartola e Nelson Cavaquinho.
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