Vanderlan Cardoso

Base governista avalia múltiplas candidaturas ao Senado para conter avanço da oposição em Goiás

Base governista avalia múltiplas candidaturas ao Senado em Goiás

As candidaturas avulsas de Caiado agora fazem parte do planejamento político para 2026. Com o anúncio da pré-candidatura de Wilder Morais ao governo e Ana Paula Rezende como vice pelo PL, a base do governador decidiu adaptar sua estratégia. O grupo agora considera a possibilidade de diversos postulantes ao Senado, visando manter aliados na coalizão.

A mudança de postura foi destacada pela jornalista Fabiana Pulcineli, que observou a nova abordagem no núcleo político estadual. Anteriormente, a orientação era concentrar esforços em apenas dois nomes fortes. Contudo, o novo cenário trouxe um pragmatismo que prevaleceu nas decisões.

Candidaturas avulsas de Caiado ganham destaque

O fortalecimento do projeto de Wilder reorganizou o cenário político. A movimentação do PL ampliou o diálogo entre o governo e lideranças da base que buscam espaço na Câmara Alta.

O grupo próximo a Ronaldo Caiado e ao vice Daniel Vilela considera uma das vagas para a primeira-dama Gracinha Caiado. No entanto, a quantidade de pré-candidatos torna difícil qualquer tentativa de controle rígido.

Principais nomes na disputa

Entre os principais postulantes estão:

Vanderlan Cardoso (PSD): busca a reeleição e já retoma conversas com o governo, mas enfrenta resistências internas devido à sua proximidade com o grupo de Wilder.

Zacharias Calil (União Brasil): após oscilações em sua relação com o PL, voltou a ser considerado pela base governista para evitar a dispersão do eleitorado bolsonarista.

Gustavo Mendanha (PSD) e Alexandre Baldy (PP): mantêm suas pré-candidaturas e buscam espaço na composição.

Dessa forma, as candidaturas avulsas de Caiado se mostram como uma estratégia de contenção política. Em vez de estabelecer um filtro restrito, o governo prefere que os nomes permaneçam sob o mesmo guarda-chuva.

Pragmatismo como base

Embora Gracinha tenha mencionado que a dispersão prejudicou a base em 2022, a avaliação atual é outra. Nos bastidores, aliados argumentam que é mais vantajoso administrar múltiplas candidaturas do que ver lideranças se deslocarem para palanques adversários.

O receio principal é o fortalecimento de figuras como Marconi Perillo ou do PL. Assim, o governo opta por manter alianças, mesmo que isso resulte em competição interna.

Variável presidencial de Caiado

Outro aspecto importante é o projeto nacional de Caiado. Se o governador não consolidar uma candidatura à Presidência e optar por disputar o Senado, a dinâmica eleitoral pode mudar novamente. Analistas acreditam que sua entrada na disputa facilitaria a convivência de outros nomes da base na mesma eleição.

Enquanto isso, Daniel Vilela permanece cauteloso. Segundo ele, a composição da chapa será definida nos próximos meses, conforme o ambiente político se delinear.

Dessa forma, as candidaturas avulsas de Caiado deixam de ser uma exceção e passam a integrar oficialmente a estratégia do grupo governista para 2026.


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