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Banco Popular da China toma medidas para conter avanço do yuan

Banco Popular da China adota medidas para limitar avanço do yuan

27/02/2026 08h12

Atualizado há 3 minutos

O banco central da China começou, nesta sexta-feira (27), a implementar ações para conter o recente fortalecimento do yuan, utilizando uma estratégia já conhecida para diminuir o custo de especulações contra a moeda.

O Banco Popular da China (PBoC) anunciou que reduzirá a taxa de reserva de risco para instituições financeiras que operam com câmbio a termo, passando de 20% para zero. Essa medida torna a compra do dólar significativamente mais acessível.

O PBoC também indicou que a nova regra terá início no dia 2 e reafirmou seu compromisso em manter a taxa de câmbio do yuan estável em níveis razoáveis e equilibrados.

O yuan perdeu força logo após o anúncio, encerrando uma sequência de dez sessões de valorização, atingindo os níveis mais altos em quase três anos em relação ao dólar. Às 12h, no horário local, a moeda americana estava em alta de cerca de 0,1% frente ao yuan onshore, cotada a 6,86 yuan.

Os bancos na China são obrigados a manter uma reserva de risco de 20% em negociações de moeda a termo. Essa exigência foi instaurada em setembro de 2022, em resposta à pressão sobre o yuan, causada pelo fortalecimento do dólar e pela desaceleração da economia chinesa.

Apesar de Pequim ter demonstrado recentemente maior aceitação a um yuan mais forte, as autoridades chinesas alertaram sobre os riscos de flutuações cambiais acentuadas, que poderiam afetar negativamente os exportadores. Recentemente, o governo restringiu as flutuações do yuan ao estabelecer fixações diárias, limitando as variações em 2% para cima ou para baixo por sessão.

A taxa de referência do PBoC para o dólar em relação ao yuan manteve-se em 6,9228 nesta sexta, acima da estimativa média de 6,8435, segundo o Maybank.


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