Banco Master: CPMI do Congresso pode desvendar a lista de Daniel Vorcaro
A situação em torno do Banco Master continua a gerar repercussões alarmantes, especialmente após a apreensão de celulares do seu proprietário, Daniel Vorcaro, e documentos pela Polícia Federal. Esses eventos têm deixado políticos, ministros e magistrados do STF em estado de preocupação.
Recentemente, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, decidiu arquivar um processo que investigava a atuação do ministro Dias Toffoli, que foi relator do caso do Banco Master. O relatório da Polícia Federal, elaborado a partir das informações obtidas dos dispositivos eletrônicos e documentos coletados na Operação Compliance Zero em 18 de novembro do ano passado, revelou conexões preocupantes entre Vorcaro e Toffoli.
O processo foi iniciado em 10 de fevereiro, quando a Polícia Federal apresentou um extenso relatório de 200 páginas a Fachin. As investigações mostraram que Vorcaro trocou mensagens com Toffoli e se encontrou com ele pelo menos seis vezes. Além disso, foram identificados acertos de pagamentos entre Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zetel, e o ministro do STF.
Com o arquivamento desse caso, novos detalhes sobre a relação entre Toffoli e Vorcaro não serão mais revelados. Contudo, Toffoli poderá continuar participando dos julgamentos relacionados ao Banco Master.
A decisão de arquivamento foi tomada em 12 de fevereiro, durante uma reunião do STF. Nesse encontro, Toffoli cedeu sua relatoria pressionado pelos demais ministros, que impuseram condições, incluindo o arquivamento do processo contra ele.
O novo relator do caso é o ministro André Mendonça, que já teve desavenças públicas com Toffoli em sessões do plenário do STF. Mendonça autorizou a entrega de todos os documentos apreendidos na Operação Compliance Zero à CPMI do Congresso Nacional, que investiga um escândalo envolvendo o INSS, no qual o Banco Master está implicado.
Até recentemente, esses documentos estavam com o presidente do Senado, David Alcolumbre, cujo irmão é conselheiro do Fundo de Previdência do Amapá, que investiu R$ 400 milhões em CDBs do Banco Master. Alcolumbre, agora ciente dos nomes dos políticos envolvidos, passará essas informações para os membros da CPMI.
A revista Veja trouxe à tona que a indicação de Mendonça ao STF, feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrentou uma espera de quatro meses para ser aprovada, com Alcolumbre desempenhando um papel central nesse atraso, sendo também mencionado na lista de Vorcaro.
Em resumo, o escândalo do Banco Master pode desdobrar-se em outras crises que ameaçam a estabilidade da República.
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