Banco Central intervém e liquida Banco Master
Liquidação extrajudicial do Master: efeitos práticos para clientes e investidores
O que aconteceu
Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master S.A. e de empresas do mesmo grupo — Master S.A. Corretora de Câmbio, Banco Letsbank S.A. e Banco Master de Investimento S.A. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada liquidante com poderes para administrar e alienar os ativos do conglomerado.
Entidades e pessoas atingidas
- Controladora: Master Holding Financeira;
- Participações: 133 Investimentos e Participações;
- Principais administradores com bens indisponíveis: Daniel Bueno Vorcaro, Armando Miguel Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen.
Contexto e desfecho das negociações
A intervenção ocorreu 45 dias após o veto regulatório à venda de 49% do Master ao BRB — negociação em andamento desde março. O decreto também encerrou negociações de última hora com o Grupo Fictor, divulgadas na véspera.
O que significa liquidação extrajudicial
Esse regime é adotado quando o BC conclui que não há plano viável de recuperação — por exemplo, por infrações graves às regras ou incapacidade de honrar obrigações. Na prática:
- Todas as operações são suspensas;
- Contratos vencem antecipadamente;
- A instituição é retirada de forma ordenada do Sistema Financeiro Nacional;
- Não há prazo fixo para encerramento; depende de nova decisão do BC ou de eventual falência.
O papel do FGC e limites de cobertura
Com a liquidação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) assume a responsabilidade de indenizar credores dentro dos limites legais:
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