liquidação extrajudicial

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno

Nesta quarta-feira, 18 de outubro, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A.. A decisão também abrange a corretora Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários S.A., que passará a operar sob o regime especial de liquidação da instituição.

O Banco Pleno é de propriedade de Augusto Lima, que foi sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master até maio de 2024. Lima já foi preso na operação Compliance Zero, em novembro de 2025. Anteriormente conhecido como Voiter, o banco teve sua aquisição aprovada pelo Banco Central em julho de 2025, poucos meses antes de sua liquidação.

De acordo com o Banco Central, o grupo Pleno é classificado como de pequeno porte, inserindo-se no segmento S4 da regulação prudencial, que avalia instituições financeiras com base em seu tamanho e no impacto potencial em caso de liquidação. O Pleno representa apenas 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A liquidação foi motivada pela deterioração da situação econômico-financeira da instituição, incluindo a perda de liquidez e o descumprimento das normas regulatórias. O Banco Central destacou que adotará todas as medidas necessárias para investigar as responsabilidades legais, podendo resultar em sanções administrativas e comunicações a autoridades competentes. Conforme a legislação, os bens dos controladores e administradores da instituição ficam indisponíveis.

A situação do Banco Pleno reflete desafios enfrentados no setor financeiro, destacando a importância da supervisão regulatória para a estabilidade do sistema.

*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir*


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