Banco Central anuncia novo liquidante do conglomerado do Master
Banco Central designa novo liquidante para o conglomerado Master
O Banco Central anunciou nesta terça-feira, 24, a nomeação de um novo liquidante para gerenciar o processo de encerramento do conglomerado do Banco Master, em meio às iniciativas de liquidação extrajudicial da instituição. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), confirmando a troca temporária da empresa encarregada da administração do processo.
Segundo o comunicado, o técnico Sebastião Marcio Monteiro foi escolhido para substituir a EFB Regimes Especiais de Empresas LTDA entre 20 de fevereiro e 6 de março. Durante este período, ele também será o responsável técnico pela liquidação, assumindo as funções anteriormente ocupadas por Eduardo Felix Bianchini, que se afastou por questões de saúde.
Com essa mudança, o novo liquidante tomará as rédeas das ações de encerramento das atividades das empresas que formam o conglomerado do Banco Master Múltiplo S.A., incluindo a própria instituição bancária, o setor de investimentos, o Letsbank, a corretora de câmbio e a Will Financeira, conhecida como Will Bank.
Das cinco empresas do conglomerado, quatro foram liquidadas em novembro do ano passado, coincidentemente com o início da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras. O Will Bank foi deixado para uma liquidação posterior, em janeiro, após tentativas de preservá-lo.
A liquidação extrajudicial é um mecanismo utilizado pelo Banco Central quando uma instituição financeira se encontra incapaz de operar. Esse processo envolve a designação de um liquidante para controlar a estrutura, encerrar contratos, vender ativos e pagar credores, conforme as normas legais, até que a instituição não faça mais parte do Sistema Financeiro Nacional.
A liquidação do Banco Master foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, um dia após a Fictor Holding apresentar uma proposta de aquisição da instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Essa decisão ocorreu pouco mais de dois meses após a rejeição da tentativa de compra pelo Banco de Brasília (BRB).
Na véspera da liquidação, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no Aeroporto Internacional de São Paulo, durante a Operação Compliance Zero.
A investigação, que ainda está em andamento, visa apurar suspeitas de venda de títulos de crédito falsos no mercado financeiro, incluindo R$ 12,2 bilhões em carteiras sem lastro ao banco estatal do Distrito Federal.
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