Bad Bunny

Bad Bunny freta maior avião do mundo para ir até Sydney após shows em São Paulo; veja

Bad Bunny fretou maior avião do mundo para ir até Sydney após shows em São Paulo

O cantor porto-riquenho fretou um Airbus A380 da Qantas para transportar 245 integrantes de sua equipe até Sydney.

Após dois shows lotados no Allianz Parque, realizados nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2026, Bad Bunny chegou à sua próxima parada na turnê: Sydney. A viagem até a Austrália foi feita à altura das apresentações em São Paulo, a bordo do maior avião comercial do mundo.

O cantor fretou o Airbus A380 para levar sua equipe, e o movimento chamou a atenção de entusiastas da aviação, que monitoraram o voo em tempo real antes mesmo do pouso no Brasil.

O pouso do gigante em Guarulhos

No dia 22 de fevereiro, às 23h17, o Airbus A380 de matrícula VH-OQA pousou no Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos após um voo direto de 14 horas e 49 minutos desde Sydney. A aeronave percorreu 13.367 km, operação que não foi oficialmente anunciada como nova rota comercial.

Essa foi a primeira vez que um A380 da Qantas operou em Guarulhos, atraindo a curiosidade de apaixonados por aviação, especialmente porque o motivo do voo não havia sido divulgado inicialmente. Logo surgiram especulações sobre o fretamento para a logística da turnê de Bad Bunny.

Na volta para a Austrália, o A380 decolou com os 245 passageiros, número que coincide com o tamanho da equipe do artista. O voo, que inicialmente previa uma escala técnica em Auckland, na Nova Zelândia, conseguiu realizar o trajeto direto até Sydney em 16 horas e 27 minutos.

Por que o A380 impressiona tanto?

O Airbus A380 é reconhecido como o maior avião comercial em operação. Com dois andares dedicados a passageiros e um porão de cargas robusto, o modelo pode acomodar entre 484 e 615 pessoas, dependendo da configuração. Atualmente, apenas a Emirates opera voos regulares com o A380 para Guarulhos, em rotas que partem de Dubai, com duração de cerca de 15 horas.

Por esse motivo, a presença da aeronave em voos pontuais no Brasil é rara, o que explica a comoção nas redes sociais e entre os "plane spotters".

Equipamentos do show em Viracopos

Enquanto a equipe viajava em um dos maiores aviões do mundo, os equipamentos do show exigiram uma operação à parte. O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, informou que foram exportadas 212 toneladas de carga após as apresentações em São Paulo.

A estrutura começou a chegar ao terminal de cargas na madrugada seguinte ao segundo show, transportada em 25 carretas desde a capital paulista. Todo o material passou por pesagem e preparação antes de embarcar em dois voos cargueiros fretados com aeronaves Boeing 747-400.

O primeiro voo transportou 109 toneladas, enquanto o segundo levou as 103 toneladas restantes, incluindo equipamentos de som, iluminação e cenografia da turnê.

Estima-se que o custo do fretamento do Airbus A380 entre o Brasil e a Austrália tenha sido em torno de US$ 800 mil, aproximadamente R$ 4 milhões. Como a aeronave precisou voar vazia até São Paulo, o valor final pode ter chegado a R$ 8 milhões, considerando despesas operacionais.

Essa decisão foi prática, já que a turnê de Bad Bunny envolve cerca de 250 profissionais, entre músicos, dançarinos, técnicos e equipe de apoio. Em voos comerciais, esse volume exigiria múltiplas conexões, maior tempo de deslocamento e custos elevados.

Próximos destinos da turnê

Após São Paulo e a viagem direta para a Austrália, a turnê continua com uma maratona internacional. Após os shows em Sydney, no Engie Stadium, Bad Bunny seguirá para Tóquio, no Japão, antes de iniciar a etapa europeia. O roteiro inclui apresentações em Barcelona e Madri, na Espanha, além de Lisboa, em Portugal, e cidades como Paris, Londres, Estocolmo, Varsóvia, Milão, Bruxelas e Düsseldorf.


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