Bacellar tinha lista de nomes para compor secretariado em possível governo; deputado era tido como sucessor de Cláudio Castro
Bacellar tinha lista de nomes para compor secretariado em possível governo
O deputado estadual Rodrigo Bacellar, presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), estava sendo considerado para assumir o Palácio Guanabara com a saída do governador Cláudio Castro, que deve deixar o cargo em abril para concorrer ao Senado.
Anotações apreendidas pela Polícia Federal (PF) durante buscas em endereços ligados a Bacellar indicam a montagem antecipada de um possível governo. Entre os nomes citados, destacam-se o ex-procurador de Justiça Marfan Vieira para a vice-governadoria, Douglas Ruas para a Secretaria de Obras, e Rodrigo Pimentel ou Antônio Saldanha Palheiro, ministro do Superior Tribunal de Justiça, para a área de Segurança Pública. Anderson Silva também foi mencionado para a Secretaria de Esportes.
Além de Marfan, Bacellar considerava outros nomes para a vice-governadoria, como o atual presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, ou o ex-presidente do clube Rodolfo Landim.
A apreensão dos registros sugere que Bacellar se preparava para assumir o comando do estado, estruturando uma equipe de governo.
Nesta terça-feira (24), o Partido Liberal (PL) anunciou a pré-candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro, onde atualmente ocupa a Secretaria das Cidades.
Não está claro se os citados foram convidados ou tinham conhecimento das anotações. A simples organização de cenários políticos ou projeções de equipe para uma eventual gestão não caracteriza ilícito.
Investigadores destacam que, embora a elaboração da lista não constitua crime, o material está sendo analisado no contexto mais amplo das apurações, especialmente em relação às relações e articulações do então presidente da Alerj.
O plano de Bacellar, no entanto, foi frustrado após sua prisão, que interrompeu as articulações e inviabilizou sua ascensão ao governo com a saída de Castro.
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