Axia (AXIA3): por que a ação cai mesmo após o lucro multiplicar por 12 vezes?
Axia (AXIA3) enfrenta queda nas ações apesar do lucro multiplicado
27/02/2026 11h37
Atualizado há poucos minutos
As ações da Axia (AXIA3) experimentavam perdas significativas nesta sexta-feira (27), enquanto investidores analisavam os resultados da empresa no quarto trimestre de 2025. Às 11h07 (horário de Brasília), os papéis ordinários estavam em queda de 2,61%, cotados a R$ 61,28.
No quarto trimestre, a Axia anunciou um lucro líquido de R$ 13,7 bilhões, um crescimento impressionante de 12,45 vezes em relação aos R$ 1,11 bilhão do ano anterior, impulsionado pelo reconhecimento de R$ 12,36 bilhões em ativo fiscal diferido.
O Goldman Sachs salientou que os resultados foram impactados por itens não recorrentes, como reembolsos eólicos, ajustes na área de transmissão e despesas relacionadas a rebranding. Considerando esses fatores e uma expectativa de custos recorrentes menores no futuro, o Ebitda ajustado teria alcançado cerca de R$ 5,9 bilhões, superando em 3% o consenso do mercado.
O banco reafirmou a recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 56, sustentado por um portfólio de geração relativamente descontratado em um cenário de preços de energia em alta e uma trajetória clara de aumento de dividendos, com um dividend yield previsto de 8% em 2026 e 13% em 2027.
O Ebitda ajustado de R$ 5,274 bilhões ficou 19% abaixo da estimativa do UBS BB, que era de R$ 6,529 bilhões, enquanto o lucro líquido ajustado de R$ 2,599 bilhões superou em 25% a projeção do banco, que era de R$ 2,074 bilhões. Os investimentos (capex) totalizaram R$ 3,869 bilhões no trimestre, comparado a R$ 2,701 bilhões no 3T25.
O UBS BB também reiterou a recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 80.
A XP Investimentos avaliou que, embora os resultados da Axia tenham ficado abaixo das expectativas, não vê a frustração como preocupante ou suficiente para revisões nas estimativas. A casa manteve a recomendação de compra, com preços-alvo de R$ 48,8 para AXIA3 e R$ 53,7 para AXIA6. Eles destacam que a AXIA3 apresenta uma taxa interna de retorno real de 6,4%, com a tese da companhia se concentrando em dois pilares: i) preços de energia a longo prazo e ii) estratégia de alocação de capital.
O BTG Pactual considerou que a Axia teve um quarto trimestre forte e destacou 2025 como um ano de inflexão, após mudanças na gestão, estratégia comercial, venda de ativos e acordos de governança.
“O lucro líquido reportado foi de R$ 14 bilhões, com o reconhecimento de R$ 12,3 bilhões em créditos tributários, que devem se converter em caixa no futuro, além de um impacto positivo sobre os lucros acumulados”, explicou o BTG.
O BTG também reiterou a recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 61, apesar do desempenho robusto desde o início de 2025. A análise continua associada à reprecificação gradual das expectativas de preços de energia no mercado.
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