AVC também atinge mulheres e mito precisa cair, aponta médica ao Dr. Kalil
AVC: um alerta para as mulheres
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) não é uma condição restrita ao sexo masculino, e a ideia de que as mulheres estão automaticamente protegidas desse risco precisa ser revisitada. Para discutir essa temática, Dr. Kalil recebe, no programa CNN Sinais Vitais, as médicas Gisele Sampaio, pesquisadora e neurologista do Einstein Hospital Israelita, e Maramelia Miranda, neurologista vascular da Unifesp.
Dr. Kalil menciona um mito semelhante ao que envolve o infarto, onde muitas mulheres acreditam equivocadamente que têm menor probabilidade de sofrer um AVC. Sampaio esclareceu que, embora o sexo masculino seja um fator de risco, a partir da menopausa, as chances se tornam praticamente equivalentes entre os gêneros.
Ela também ressaltou uma estatística significativa: "Como as mulheres têm uma expectativa de vida maior que a dos homens, em números absolutos, o AVC afeta mais mulheres". Outro ponto alarmante é que elas frequentemente apresentam sintomas atípicos, que podem ser ignorados, especialmente em pacientes mais jovens.
Fatores de risco específicos para mulheres
Entre os fatores de risco que afetam especialmente as mulheres, a combinação de enxaqueca com aura, tabagismo e uso de anticoncepcionais é considerada particularmente arriscada. Sampaio alertou: "Essa associação é maligna, e o risco pode mais que triplicar".
Os especialistas enfatizaram que homens e mulheres devem igualmente se atentar a fatores como hipertensão, diabetes e tabagismo. Além disso, é crucial levar em conta as questões de equidade no acesso à saúde, que podem variar por região e nível socioeconômico, impactando diretamente no diagnóstico e tratamento adequados.
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