Autonomia financeira é prioridade para mulheres, aponta pesquisa
Autonomia financeira é prioridade para mulheres, aponta pesquisa
A busca por autonomia financeira é uma das principais preocupações das mulheres. Em um levantamento realizada pela Consultoria Maya, com base no cadastro da plataforma de educação corporativa Koru, 37,3% das entrevistadas apontaram autonomia financeira como uma prioridade para elas.
A pesquisa, realizada com 180 mulheres, ouvidas entre 7 e 30 de junho de 2026, foi divulgada no sábado (7). Para isso, foram entrevistados diferentes perfis etários e etnorraciais, com exceção de indígenas.
Autonomia financeira: uma prioridade para as mulheres
Em primeiro lugar, a saúde mental e física, seguido pela realização profissional, estavam na lista de prioridades para elas.
"A autonomia financeira permite que as mulheres façam escolhas sobre sua vida e carreira", explicou Paola Carvalho, diretora da Consultoria Maya.
Autonomia financeira e práticas discriminatórias no trabalho
As entrevistadas apontaram várias barreiras para o acesso e a ascensão no mercado, incluindo a discriminação e a violência.
De acordo com o levantamento, 2,3% das entrevistadas relataram serem preteridas em promoções por conta da maternidade. "Vejo predileção em promover mulheres que não têm filhos em vez de mães", avaliou uma das mulheres ouvidas.
Violência no trabalho e autonomia financeira
A violência no local de trabalho foi um dos principais problemas apontados pelas entrevistadas, com mais de sete entre dez relatando sofrer com o problema.
"Meu coordenador me ofereceu um cargo acima do que eu estava e, quando aceitei, por três vezes, ele me chamou para conversar e questionar se eu achava que conseguiria", relatou uma das mulheres ouvidas.
A importância da autonomia financeira para a liberdade de escolha
A autonomia financeira é uma condição para a liberdade de escolha, disse Paola. "Autonomia financeira é condição para liberdade de escolha", frisou.
"Não é apenas sobre ter um salário ou rendimento, é sobre ter poder de decisão", destacou.
Distribuição de cargos e autonomia financeira
A distribuição de cargos nas empresas mostrou que a maior parte das entrevistadas atuam em posições operacionais e intermediárias, enquanto apenas 5,6% chegaram a postos na diretoria ou cargos chamados de “C-levels”, que são os mais altos executivos.
"A presença feminina diminui drasticamente à medida que os cargos se tornam mais estratégicos, revelando uma estrutura sexista por trás desse resultado", avaliou Paola.
Mudanças para a mudança
Para mudar o quadro, a consultora sugere comprometimento, do estagiário ao CEO, com uma nova visão e atitudes profissionais no dia a dia.
"É preciso ter um olhar diferente para essas questões. Isso parte de ações individuais e institucionais", sugeriu. "Em 2026, ter esses resultados é chocante", concluiu Paola.
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