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Auren fecha 4T com lucro de R$ 354,7 mi, revertendo prejuízo obtido um ano antes

A Auren Energia (AURE3) alcançou um lucro líquido de R$ 354,7 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 363,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior, considerando o resultado proforma que inclui os dados da empresa e da AES Energia, adquirida em 2024.

No acumulado do ano, a empresa reportou um prejuízo líquido de R$ 557,9 milhões, superior ao prejuízo de R$ 32,7 milhões anotado em 2024, também em resultado proforma.

Mateus Ferreira, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, destacou a influência significativa do endividamento da companhia, mas ressaltou que a dívida segue o planejado para a aquisição da AES e que o processo de desalavancagem está em andamento.

Em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), a Auren registrou R$ 1,01 bilhão de outubro a dezembro, uma alta de 13,5% em comparação ao ano anterior. Em 2025, o Ebitda ajustado totalizou R$ 3,97 bilhões, um crescimento de 19,9% em relação a 2024.

O reconhecimento de indenizações, ligadas aos “Investimentos Prudentes” da antiga Companhia Energética de São Paulo (Cesp), aprovado pela Aneel no final do ano passado, teve um impacto positivo no Ebitda, acrescentando R$ 143 milhões.

A receita líquida da companhia no último trimestre foi de R$ 3,8 bilhões, um aumento de 5,6% em relação ao ano anterior. No total do ano, a receita acumulou R$ 13,18 bilhões, crescimento de 17,1% em comparação a 2024.

A Auren finalizou o ano com R$ 19,24 bilhões em dívida líquida, um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, foi de 4,8 vezes, abaixo das 5,7 vezes do ano anterior e das 4,9 vezes do terceiro trimestre.

O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 432 milhões no trimestre, comparado a R$ 547,3 milhões no mesmo período de 2024.

A aquisição da AES Brasil foi concluída no final de outubro de 2024, e no quarto trimestre de 2025, a empresa obteve ganhos com sinergias que resultaram em uma economia de R$ 66 milhões. No total, a economia anual foi de R$ 278,7 milhões, superando a previsão inicial de R$ 250 milhões.

Em relação à eficiência dos ativos eólicos, a Auren alcançou uma disponibilidade média de 95% nos parques incorporados, um ano antes do previsto. Fabio Zanfelice, presidente da companhia, afirmou que essa recuperação foi expressiva, superando as metas estabelecidas.

Em 2025, a empresa enfrentou restrições na geração renovável devido a razões sistêmicas, resultando em perdas de R$ 529,5 milhões, sendo R$ 451,8 milhões provenientes da energia eólica. Parte dessa perda foi compensada por ganhos de modulação, que somaram R$ 195,9 milhões no ano, com R$ 70,4 milhões registrados apenas no último trimestre.

A Auren aguarda a regulamentação da lei 12.269/2025, que aborda, entre outros assuntos, a compensação de parte do curtailment, com uma consulta pública já realizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).


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