Augusto Heleno – Wikipédia, a enciclopédia livre
Augusto Heleno Ribeiro Pereira, nascido em Curitiba em 29 de outubro de 1947, é um general da reserva do Exército Brasileiro. Ele atuou como ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional durante o governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2023.
Filho de Ary de Oliveira Pereira e Edina Ribeiro Pereira, é casado com Sonia Pereira. Heleno teve uma carreira militar distinta, servindo como comandante militar da Amazônia e chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército. Ele expressou críticas a políticas oficiais, especialmente em relação ao Haiti e à política indigenista brasileira. Durante a Ditadura Militar, era capitão do Exército e fazia parte da "linha dura", oposta à democratização do país.
Em 21 de novembro de 2024, foi indiciado por suspeita de envolvimento em um plano de golpe de Estado. Em 11 de setembro de 2025, recebeu uma sentença de 21 anos de prisão por crimes como organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, marcando um precedentes na história militar brasileira.
Heleno estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro e, em 1977, tornou-se ajudante de ordens de Sylvio Frota, um defensor do regime militar. Ele participou ativamente de diversas instituições militares, incluindo a Academia Militar das Agulhas Negras e a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais.
Durante sua carreira, ocupou cargos como chefe da Escola Preparatória de Cadetes do Exército e serviu como adido militar na Embaixada do Brasil em Paris. Em 2004, foi o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), onde se destacou por suas opiniões sobre a estratégia da comunidade internacional no país.
Heleno liderou a Operação Punho de Ferro em 2005, que resultou em controvérsias devido ao número de vítimas. Posteriormente, foi afastado do comando da MINUSTAH após críticas de direitos humanos.
De 2007 a 2009, foi Comandante Militar da Amazônia, onde criticou a política indigenista do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Sua última função ativa foi como chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, antes de se transferir para a reserva em 2011.
Após deixar o serviço ativo, atuou como consultor de segurança e diretor de comunicação do Comitê Olímpico Brasileiro. Heleno apoiou a candidatura de Bolsonaro em 2018, tornando-se um conselheiro próximo do presidente. Durante seu tempo no governo, foi envolvido em diversas polêmicas, incluindo questões sobre presentes recebidos e sua posição em relação a intervenções de Bolsonaro na Polícia Federal.
Em 2021, autorizou projetos de pesquisa de ouro em áreas indígenas, gerando críticas e ações legais contra sua decisão. Em 2023, sua gestão foi marcada por mais controvérsias relacionadas ao garimpo.
Mesmo após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022, Heleno permaneceu em seu cargo até a transição de governo, enfrentando protestos de bolsonaristas e visitas de figuras polêmicas durante seu mandato.
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