Ato da direita em SP reúne 20,4 mil pessoas, estima relatório do Monitor USP/Cebrap
A manifestação da direita em São Paulo contou com 20,4 mil participantes, segundo estimativa
Em um relatório divulgado pelo Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), em colaboração com a organização More in Common, foi estimado que cerca de 20,4 mil pessoas compareceram à manifestação realizada na Avenida Paulista neste domingo, 1º de março. A margem de erro informada é de 12%.
Os autores do estudo indicam que a estimativa pode variar entre 18 mil e 22,9 mil manifestantes no horário de maior movimento, registrado às 15h53.
Em outro contexto, o senador Flávio comentou que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente encarcerado, deverá subir a rampa do Palácio do Planalto em 2027. Ele enfatizou que “ninguém aguenta mais quatro anos de PT” e afirmou que o movimento político continuará ativo “até a vitória”.
Além disso, a presidente do PT, Gleisi, criticou os bolsonaristas, alegando que compareceram à manifestação “fantasiados de brasileiros” para atacar o presidente Lula. Ela mencionou a ligação entre uma coordenadora do escritório de Flávio e o proprietário do banco Daniel Vorcaro.
O relatório detalha que foram realizadas fotografias em cinco momentos distintos (13h58, 14h40, 15h16, 15h53 e 16h35), com a seleção de oito imagens do horário de pico.
Os pesquisadores explicam que o método utilizado, denominado Point to Point Network (P2PNet), foi desenvolvido por acadêmicos da Universidade de Chequião, na China, em parceria com a empresa Tencent. O software foi treinado com um conjunto de imagens de multidões anotadas manualmente pela Universidade de Xangai e outra coleção de fotos brasileiras catalogadas pela USP.
Com uma precisão de 72,9% e uma acurácia de 69,5% na identificação de cada indivíduo, o método apresenta um erro porcentual absoluto médio de 12% para grupos com mais de 500 pessoas.
O funcionamento do processo envolve um drone capturando imagens aéreas da multidão, enquanto o software analisa as fotos para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas. Utilizando tecnologia de inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e contabiliza quantos pontos são visíveis na imagem, garantindo uma contagem precisa mesmo em áreas densamente povoadas.
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