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Ataque dos EUA e Israel provoca medo e pânico no Irã

Medo e Pânico no Irã Após Ataques dos EUA e Israel

Longas filas se formaram em postos de gasolina e muitos iranianos começaram a deixar as cidades em busca de segurança, conforme relataram testemunhas, diante do ataque dos Estados Unidos e de Israel que gerou medo e pânico em todo o país.

Explosões abalaram Teerã na manhã de sábado, com colunas de fumaça elevando-se ao céu, marcando o início da semana de trabalho iraniana. Um homem, em conversa com a Reuters, expressou sua preocupação enquanto corria para buscar seus filhos na escola.

"Estamos com medo, estamos apavorados. Meus filhos estão tremendo, não temos para onde ir, vamos morrer aqui", desabafou Minou, mãe de dois filhos na cidade de Tabriz, uma das localidades afetadas pelas explosões.

Após os ataques, Netanyahu fez um pronunciamento, e imagens de satélite mostraram o Irã reforçando suas bases em meio à crescente tensão. O país iniciou também exercícios militares no Estreito de Ormuz.

"O que vai acontecer com meus filhos?", questionou Minou, em lágrimas ao telefone.

O principal órgão de segurança do Irã alertou que novos ataques podem ocorrer em Teerã e outras cidades, pedindo à população que, se possível, "viajem para outras cidades para se manterem a salvo".

Escolas e universidades permanecerão fechadas até novo aviso.

Esse ataque representa mais uma onda de violência para os iranianos, poucos dias após uma repressão violenta do governo a protestos que resultou em milhares de mortes. Além disso, ocorre apenas oito meses após um conflito de 12 dias com Israel, durante o qual os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares iranianas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a operação visa eliminar uma ameaça à segurança dos Estados Unidos e oferece aos iranianos a oportunidade de derrubar seus governantes. O Pentágono chamou a ofensiva de "Operação fúria épica".

Um residente da cidade de Yazd esperava que o ataque resultasse no fim do regime clerical que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979. "Que bombardeiem", declarou o morador.

Por outro lado, Samira Mohebbi, de Rasht, expressou uma opinião divergente. "Sou contra este regime, que se danem. Mas não quero que meu país seja atacado por forças estrangeiras, não quero que meu Irã se torne o Iraque", disse, referindo-se ao caos que se seguiu à invasão liderada pelos EUA.

As forças de segurança bloquearam estradas na região de Teerã, onde estão localizados os escritórios do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, do presidente Masoud Pezeshkian e do parlamento.

Os ataques aconteceram logo após uma rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã em Genebra, que não trouxeram avanços sobre o programa nuclear iraniano, embora mediadores omanitas tenham sinalizado progresso.

"Disseram que as negociações nucleares estão indo bem. Nos enganaram novamente", lamentou um morador de Teerã.

Governos ocidentais têm suspeitas de que o Irã busca desenvolver uma bomba nuclear, algo que Teerã sempre negou.

Testemunhas relataram que as pessoas estavam correndo para comprar moeda estrangeira. Em Isfahan, outra área afetada, alguns não conseguiram sacar dinheiro em caixas eletrônicos.

Reza Saadati, de 45 anos, planejava levar sua família para Urumieh, perto da fronteira com a Turquia. "Se a fronteira estiver aberta, nós a atravessaremos e depois voaremos para Istambul", afirmou.

Mohammad Esmaili, de 63 anos, da cidade de Ilam, disse que deixaria a cidade com sua família. "Deus sabe o que vai acontecer conosco. Rezem por nós", pediu.

Uma mãe de três filhos em Teerã declarou: "As pessoas estão em choque, com medo. O que vai acontecer conosco? Salvem-nos, por favor".


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