Assembleia que escolhe novo líder do Irã se reúne virtualmente após ataques
Assembleia de Especialistas do Irã realiza reuniões virtuais após ataques
A Assembleia de Especialistas do Irã, responsável pela escolha do novo líder supremo, tem se reunido de forma virtual, conforme reportado pela agência de notícias semioficial Fars.
Esse órgão, composto por 88 clérigos de alto escalão, optou por encontros remotos após uma série de ataques a complexos da assembleia, realizados por Israel nesta semana.
A mídia estatal informou que ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel atingiram o complexo da assembleia em Teerã na segunda-feira, dia 2.
A porta-voz militar israelense, Effie Defrin, confirmou um ataque ao complexo do grupo em Qom nesta terça-feira, dia 3. Em coletiva de imprensa, Defrin afirmou: “Os resultados do ataque ainda estão sendo analisados. Se houver resultados confirmados, forneceremos atualizações”.
O embaixador de Israel nos Estados Unidos comentou à CNN que a operação poderia ter adiado a escolha do novo líder do Irã. Entretanto, a Fars noticiou que não havia sessões da assembleia no prédio no momento do ataque.
A assembleia se encontra nos “estágios finais” da seleção de um novo líder supremo, mas ainda não há uma data definida para o anúncio. O atual líder, aiatolá Ali Khamenei, não possui um sucessor oficialmente declarado. Com sua morte, os poderes foram temporariamente transferidos para um conselho formado pelo presidente, o chefe do Judiciário e um clérigo sênior do Conselho dos Guardiães.
O Conselho dos Guardiães é um órgão constituído por 12 juristas que supervisionam as atividades do Parlamento iraniano.
Tensão no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra o Irã no sábado, dia 28, em meio a crescentes tensões sobre o programa nuclear iraniano. Em resposta, o regime dos aiatolás começou uma retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o aiatolá Khamenei foi uma das vítimas dos ataques. Após a confirmação de sua morte, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a vingança pelos ataques como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, o ex-presidente Donald Trump alertou o Irã sobre possíveis retaliações, afirmando que "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As hostilidades entre as partes continuam a se intensificar.
← Voltar para as notícias