Após provocação da OAB-ES, Corregedoria do TJES adota medidas para prevenir conflito de interesses no interior
Medidas da Corregedoria do TJES Visam Prevenir Conflito de Interesses
A intervenção da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Espírito Santo (OAB-ES) levou à implementação de ações preventivas pela Corregedoria Geral da Justiça do Espírito Santo (CGJES) na comarca de São Gabriel da Palha. Embora a Corregedoria tenha determinado que não houve infração disciplinar, reconheceu a relevância de tomar providências para manter a confiança da população e dos advogados.
A 15ª Subseção da OAB em Nova Venécia também esteve envolvida nas discussões, reiterando a importância de assegurar a imparcialidade e a credibilidade pública. Após a análise, a Corregedoria confirmou a inexistência de violação de dever funcional, uma vez que o magistrado se declarou impedido nos processos que envolviam seus familiares, os quais foram encaminhados ao juiz substituto. Entretanto, medidas preventivas foram estabelecidas.
Entre as ações recomendadas estão a reorganização interna dos servidores e a sugestão de avaliar a possibilidade de remoção ou permuta do juiz, visando evitar questionamentos no futuro.
Essa iniciativa reforça o papel constitucional da OAB-ES na proteção do sistema de Justiça. “A OAB-ES não atua contra indivíduos. Nossa missão é em defesa das instituições e da sociedade. Sempre que percebemos situações que podem gerar dúvida ou insegurança, temos a responsabilidade de comunicar essas preocupações às autoridades competentes”, declarou a presidente da OAB-ES, Érica Neves.
De acordo com Érica Neves, a expressão de preocupação surgiu de pedidos da advocacia local, o que destaca a função da Ordem como representante ativa da classe. “A advocacia necessita de segurança e confiança no funcionamento da Justiça. Quando a Ordem se posiciona, defende não apenas as prerrogativas profissionais, mas também o direito da sociedade a um Judiciário imparcial e respeitável. Todos merecem um Judiciário digno de respeito.”
A presidente também salientou que a adoção de medidas preventivas, mesmo na ausência de irregularidades, é um avanço significativo para fortalecer a credibilidade das instituições. “A confiança é um dos alicerces da Justiça. Nossa função é garantir que ela seja sempre preservada”, concluiu.
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