Apenas 41% dos profissionais desejam seguir carreiras lineares, mostra estudo
Um estudo recente da Randstad revela que a maioria dos trabalhadores e empregadores considera o modelo tradicional de carreira, baseado na “escada corporativa”, obsoleto. A pesquisa indica uma crescente preferência por “carreiras de portfólio”, que integram diversas experiências, projetos e fontes de renda.
Introdução
A nova pesquisa da Randstad mostra que 72% dos empregadores acreditam que o modelo tradicional de carreira está ultrapassado. Esse cenário marca a ascensão das “carreiras de portfólio”, que priorizam autonomia, aprendizado contínuo e diversidade de experiências.
Principais Tópicos
72% dos empregadores consideram que o modelo tradicional de carreira está ultrapassado.
Profissionais estão migrando para “carreiras de portfólio”, que combinam diversas experiências e projetos.
O conceito de sucesso profissional está sendo redefinido, com foco em autonomia e aprendizado contínuo.
Especialistas afirmam que as empresas precisam oferecer caminhos mais flexíveis, baseados em habilidades e experiências.
A liderança tem um papel crucial em apoiar o desenvolvimento e estimular trajetórias profissionais menos lineares.
Mudanças no Mercado de Trabalho
O Workmonitor 2026, pesquisa da Randstad, revela que 72% dos empregadores veem a “escada corporativa” como uma abordagem ultrapassada. Apenas 41% dos profissionais desejam seguir uma trajetória linear.
Esses dados indicam uma transformação na percepção sobre trabalho e desenvolvimento. Cada vez mais, os profissionais estão construindo “carreiras de portfólio”, que combinam experiências, funções e projetos.
Redefinindo o Sucesso Profissional
Diogo Forghieri, diretor de Negócios da Randstad Brasil, aponta que o sucesso profissional não é mais visto como uma progressão linear, mas está ligado à autonomia e à diversidade de experiências. “As pessoas buscam trajetórias que façam sentido em suas vidas, não apenas subir na hierarquia”, afirma.
A pesquisa revela que quatro em cada dez profissionais exercem uma segunda função, enquanto 38% desejam explorar diferentes tipos de trabalho ao longo da carreira. Além disso, 36% planejam aumentar suas horas de trabalho devido ao custo de vida crescente.
Necessidade de Reavaliação nas Empresas
Os especialistas da Randstad destacam que esse movimento exige uma revisão nos modelos de gestão de talentos. Estruturas rígidas e planos de carreira padronizados podem perder atratividade em um cenário onde os trabalhadores valorizam mobilidade interna e desenvolvimento baseado em habilidades.
Diogo ressalta que as organizações que oferecerem caminhos mais flexíveis terão mais chances de atrair e reter talentos em um mercado competitivo.
Investimento em Habilidades
A pesquisa indica que os profissionais estão mais dispostos a investir em requalificação e aprendizado contínuo para se manterem relevantes. As empresas, por sua vez, enfrentam o desafio de mapear competências reais e criar ambientes que possibilitem essa mobilidade.
Nesse novo contexto, o papel da liderança se transforma. Gestores diretos tornam-se essenciais para orientar o desenvolvimento dos times, apoiar movimentos laterais e estimular trajetórias que atendam tanto às necessidades do negócio quanto aos objetivos individuais.
Diogo argumenta que o fim da carreira linear não reflete falta de ambição, mas sim um desejo de crescer de forma consciente e alinhada às transformações do trabalho.
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