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Apenas 41% dos profissionais desejam seguir carreiras lineares, mostra estudo

41% dos profissionais preferem carreiras não lineares, revela estudo

Uma nova pesquisa da Randstad mostra que a maioria dos profissionais está se afastando do modelo tradicional de carreira. Em vez de seguir uma "escada corporativa", muitos estão optando por "carreiras de portfólio", que englobam uma variedade de experiências, projetos e fontes de renda.

O estudo indica que 72% dos empregadores consideram o modelo tradicional ultrapassado, enquanto apenas 41% dos profissionais desejam uma trajetória linear em suas carreiras.

A pesquisa revela uma mudança significativa na percepção do sucesso profissional, que agora valoriza a autonomia, o aprendizado contínuo e a diversidade de experiências. Isso implica que as empresas devem oferecer opções mais flexíveis, adaptadas às habilidades e experiências dos funcionários.

Os especialistas da Randstad destacam a importância do papel da liderança nesse novo cenário. Gestores devem apoiar o desenvolvimento dos colaboradores, ajudando a facilitar trajetórias menos lineares, mas que façam sentido para os profissionais.

Além disso, a pesquisa aponta que quatro em cada dez profissionais exercem uma segunda função, enquanto 38% desejam explorar diferentes tipos de trabalho ao longo de suas carreiras. 36% planejam aumentar suas horas de trabalho como resposta ao aumento do custo de vida.

A Randstad enfatiza que a mudança nas preferências dos trabalhadores exige uma revisão dos modelos de gestão de talentos. Estruturas rígidas e planos de carreira padronizados podem se tornar menos atrativos em um cenário onde a mobilidade interna e os projetos temporários são valorizados.

Diogo Forghieri, diretor de Negócios da Randstad Brasil, afirma que o fim da carreira linear não reflete falta de ambição. Em vez disso, representa um desejo de crescimento mais consciente e alinhado às transformações do mercado de trabalho.


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