Anotações de Flávio Bolsonaro revelam entraves e embaraços em estados-chave
Anotações de Flávio Bolsonaro expõem entraves eleitorais do PL
Documentos relacionados ao plano eleitoral foram deixados em uma sala após uma reunião do PL. Flávio Bolsonaro esclareceu que as anotações foram feitas por ele durante as discussões e não representam decisões finalizadas.
As anotações revelam que o PL enfrenta dificuldades em estados-chave, como Minas Gerais e São Paulo. O documento sugere a substituição do vice de Tarcísio de Freitas e estratégias para fortalecer candidatos alinhados ao bolsonarismo. Flávio ressaltou que esses registros refletem discussões internas do partido.
Os apontamentos indicam a tentativa de afastar o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, na disputa estadual. Simões, apoiado por Romeu Zema e Nikolas Ferreira, é descrito nos registros como alguém que "puxa para baixo" o projeto presidencial, evidenciando preocupações sobre a influência do desempenho estadual na campanha nacional.
Após a reunião, jornalistas encontraram e fotografaram as anotações, que incluem propostas para que André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, substitua Felício Ramuth como vice. Flávio anotou: “ligar Tarcísio”.
O senador esclareceu que os registros não expressam sua posição pessoal, mas sim sugestões recebidas nas conversas.
O nome de Ramuth está associado a um símbolo de cifrão, visto que ele enfrenta investigações em Andorra por suspeitas de lavagem de dinheiro. Apesar das acusações, ele defende que os valores são legais e declarados à Receita Federal.
Após a divulgação, Ramuth começou a enfrentar críticas que colocaram sua candidatura em risco. Internamente, há pressão para substituí-lo, visando aumentar a influência do PL em São Paulo, um colégio eleitoral crucial.
O documento menciona também o ex-deputado Eduardo Bolsonaro como potencial candidato ao Senado. Contudo, Flávio questionou a viabilidade de sua candidatura, considerando sua recente perda de mandato por faltas.
Em relação a Minas Gerais, Flávio registrou a expressão “me puxa para baixo” ao lado de Simões. Alternativas, como Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, são consideradas por sua capacidade de dialogar com lideranças bolsonaristas.
Minas é central para o cálculo eleitoral, sendo o segundo maior colégio do país. O cenário local tende a se nacionalizar com candidatos fortes, enquanto o PL procura influenciar diretamente a definição de candidatos em vez de apenas seguir o governador.
Outras anotações, como a de Marcos Pollon, indicam que ele teria solicitado R$ 15 milhões para não ser candidato, mas Pollon negou essa afirmação. Flávio afirmou que as anotações foram feitas durante reuniões e não representam decisões concretas.
Além disso, as discussões sobre composições estaduais têm sido realizadas por mais de um ano, com a promessa de maior envolvimento da direção nacional do PL em 2026, diferentemente de 2022.
No Nordeste, as anotações mostram tentativas de alianças pragmáticas, como com ACM Neto na Bahia e Ciro Gomes no Ceará, apesar de críticas internas sobre essas escolhas.
Flávio também mencionou prazos para conversas com candidatos em Alagoas e Piauí, onde buscou fortalecer a presença do PL. O cenário em Rio Grande do Sul indica avanços com candidatos já definidos.
Essas informações revelam um quadro complexo de articulações e desafios que podem impactar as próximas eleições e a estrutura do PL.
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