Anotação de Flávio indica que Pollon pediu R$ 15 milhões para não ser candidato no MS
Anotação de Flávio revela pedido de R$ 15 milhões de Pollon
BRASÍLIA – Notas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, sugerem que o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) solicitou R$ 15 milhões para não concorrer no Mato Grosso do Sul.
O documento, denominado “situação nos Estados”, foi obtido pelo Estadão e possui anotações do próprio Flávio, confirmadas por ele na quarta-feira, 25. As anotações foram elaboradas durante uma reunião na sede do Partido Liberal, onde se discutia a formação de chapas nos Estados.
O rascunho contém informações sobre diversas unidades da federação. Após o encontro, o partido anunciou sua chapa para o Rio de Janeiro, com Douglas Ruas (PL) como candidato ao governo estadual, Rogério Lisboa (PP) vice, e o governador Cláudio Castro e o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), ao Senado.
No contexto do Mato Grosso do Sul, além de Eduardo Riedel (PP) buscando a reeleição, Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) aparecem como candidatos ao Senado. Flávio fez um comentário ao rodapé da página: “Pollon pediu 15 mi p/ não ser candidato”.
Na manhã de quarta-feira, após visitar seu pai no presídio da Papudinha, Flávio refutou que tenha registrado tal pedido de Pollon para desistir de sua candidatura. Ele confirmou que fez anotações sobre o assunto, mas para se lembrar de informar o deputado sobre a circulação dessa acusação.
“Em uma das anotações sobre o Mato Grosso do Sul, o deputado Pollon… anotei algo que está sendo distorcido pela imprensa, como se ele tivesse pedido algo para não ser candidato. Estava escrito ‘Pollon pediu R$ 15 milhões’ para não ser candidato. Isso nunca aconteceu”, afirmou.
Flávio explicou que sua anotação surgiu de conversas em que ouviu rumores sobre Pollon. “Anotei para não esquecer de avisá-lo que estavam vinculando essa mentira criminosa contra ele”, acrescentou.
Em uma rede social, Pollon negou qualquer negociação e agradeceu a Flávio por esclarecer os fatos. “Plantaram algo que nunca existiu para tentar manchar meu nome. Eu nunca pedi dinheiro para não ser candidato, e isso não vai acontecer”, escreveu no X na tarde de quarta-feira.
Aliados de Pollon saíram em sua defesa. O advogado Fábio Wajngarten, próximo à família Bolsonaro, afirmou que “aposta tudo que tem que isso não procede e que os responsáveis pelas alianças e acordos no PL estão fritando Pollon”.
“Isso já ocorreu nas eleições de 24 com acordos totalmente esquisitos e inimagináveis. Cabe ao nosso amigo Flávio varrer do PL quem tem por objetivo desgastar a imagem de aliados históricos do presidente em detrimento de aproveitadores de ocasião”, publicou nas redes sociais.
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