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André Mendonça desobriga cunhado de Vorcaro a ir à CPI do Crime Organizado

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, decidiu que Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, não precisa mais comparecer à CPI do Crime Organizado. Zettel, que é investigado por fraudes financeiras, foi inicialmente convocado como testemunha, mas a defesa argumentou que ele deveria ter o direito de não se autoincriminar. Com isso, Mendonça tornou a presença de Zettel facultativa.

No despacho assinado na última sexta-feira, o ministro afirmou que a objeção da defesa de Zettel foi acatada, permitindo que ele escolha se deseja ou não comparecer à comissão. Mendonça ressaltou que, se decidir participar, Zettel tem o direito de permanecer em silêncio e não será obrigado a dizer a verdade, além de ter a garantia de não sofrer constrangimentos.

Zettel, que tem laços próximos com Vorcaro, atuava em negócios que o banqueiro preferia não expor. Em 2022, ele foi o principal doador das campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro, contribuindo com R$ 2 milhões e R$ 3 milhões, respectivamente.

Além de sua atuação como advogado e empresário, Zettel é pastor e foi um dos fundadores da Igreja Bola de Neve. Atualmente, ele está ligado à Igreja Batista da Lagoinha e é CEO da Moriah Asset, um fundo de private equity focado em investimentos no setor de bem-estar.

Mendonça assumiu o caso após a saída do ministro Dias Toffoli, que enfrentou pressão devido a supostas ligações com Vorcaro. Toffoli admitiu ser sócio de uma empresa que recebeu valores de um fundo gerido por Zettel, esclarecendo que os repasses se referiam à venda de uma participação em um resort no Paraná. Ele declarou que todos os valores foram informados à Receita Federal e negou ter recebido dinheiro diretamente de Vorcaro ou Zettel.

A CPI também convocou irmãos de Toffoli para depor, mas Mendonça desobrigou a presença deles, assim como fez com Zettel.


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