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Análise: O papel da China na guerra no Oriente Médio

Análise do Papel da China na Conflitante Região do Oriente Médio

A China, que consome 80% do petróleo exportado pelo Irã, está solicitando segurança no Estreito de Ormuz em meio ao aumento das tensões na região. Em uma análise no programa CNN Prime Time, o especialista Lourival Sant'Anna destaca que o país asiático tem uma dependência significativa do petróleo iraniano para abastecer suas indústrias.

De acordo com Sant'Anna, dos 3,4 milhões de barris diários que o Irã exporta, cerca de 80% são destinados à China. "A China é extremamente dependente desse recurso energético para suas fábricas, já que produz pouca energia e precisa importar uma quantidade significativa", explica o analista.

Além disso, Sant'Anna aponta um aspecto estratégico relevante: um dos fatores que podem ter influenciado o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã é a iminente entrega por parte da China de um míssil supersônico, capaz de driblar as defesas dos navios americanos. Segundo o analista, esse míssil antinavio é extremamente veloz, voando abaixo do alcance dos radares, e os Estados Unidos não teriam como se defender contra ele.

A Importância do Estreito de Ormuz

A insegurança no Estreito de Ormuz não é uma preocupação exclusiva da China. Sant'Anna ressalta que os Estados Unidos também estão adotando medidas para assegurar a estabilidade na região. "O presidente Donald Trump ofereceu duas iniciativas recentemente: a escolta militar dos navios de guerra americanos para os petroleiros que passam pelo estreito e garantias do tesouro americano para os seguros que estão suspensos ou com preços exorbitantes", afirma Sant'Anna.

O impacto econômico global já é visível. Na Europa, o preço da energia dobrou, especialmente o do gás liquefeito, que ganhou importância para o continente devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Nos Estados Unidos, o preço da gasolina ultrapassou a barreira psicológica de US$ 3 na última segunda-feira (2).


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