Alexandre Ramagem

Análise: Acusação de perseguição da esposa de Ramagem agrava situação

A Procuradoria-Geral do Estado de Roraima (PGE-RR) contestou as alegações de perseguição política feitas por Rebeca Teixeira Ramagem Rodrigues, esposa do ex-deputado Alexandre Ramagem, após sua convocação para retornar ao trabalho presencial. Segundo o analista Matheus Teixeira, no Bastidores CNN, essa situação complica ainda mais o cenário para Ramagem, que se encontra nos Estados Unidos e é considerado foragido pela justiça brasileira.

Rebeca, que estava atuando remotamente e foi designada para a coordenadoria em Brasília, publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar sendo alvo de perseguição política ao ser solicitada a voltar ao trabalho presencial. Ela defende que já estava trabalhando de forma remota há bastante tempo.

Alexandre Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro, e está fora do país há cerca de cinco meses.

A situação se torna ainda mais crítica para a procuradora, que acompanhou o marido nos Estados Unidos. Mesmo que ela consiga aproveitar os 78 dias de férias acumulados ou obtenha algum adiamento, será desafiador manter seu cargo público brasileiro enquanto reside permanentemente no exterior.

Teixeira ressalta que, embora o trabalho remoto tenha se tornado comum após a pandemia, a presença física é frequentemente necessária para reuniões e resolução de questões específicas, o que inviabiliza a permanência da procuradora fora do país. "Portanto, é uma situação que se agrava para Alexandre Ramagem", afirmou.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Rebeca recebendo o marido no aeroporto nos Estados Unidos, evidenciando sua presença ao lado do ex-deputado foragido. Enquanto Rebeca não enfrenta investigações e pode viajar livremente entre Brasil e Estados Unidos, seu marido não pode retornar ao país sem ser imediatamente preso para cumprir sua pena.

Além da condenação por tentativa de golpe, Ramagem também está sob investigação em relação ao caso da "Abin paralela", onde, como chefe da Agência Brasileira de Inteligência, teria criado um esquema de monitoramento e perseguição a adversários políticos do governo anterior.

Essa investigação continua no Supremo Tribunal Federal (STF) e pode resultar em novas condenações, além dos 16 anos já impostos. O analista político destaca que a fuga do país pode agravar ainda mais a situação jurídica de Ramagem, pois, além das condenações atuais e potenciais, ele poderá enfrentar consequências adicionais por deixar o Brasil para evitar o cumprimento da pena.


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