Ameaça à estabilidade no mundo, diz Gleisi sobre ataques ao Irã
Gleisi Hoffmann critica ataques ao Irã como ameaça à estabilidade global
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, manifestou neste sábado (28) que os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel ao Irã foram "irresponsáveis e autoritários". Para ela, essas ações configuram uma ameaça à estabilidade internacional.
Em suas redes sociais, Gleisi afirmou: "O ataque de Donald Trump e Benjamin Netanyahu ao Irã é uma ameaça à paz e à estabilidade no mundo. Nada justifica a ofensiva militar contra populações civis, especialmente quando havia negociações diplomáticas em andamento".
Informações indicam que os EUA reposicionaram tropas no Oriente Médio semanas antes das ofensivas. Além disso, Trump teria sido alertado sobre os riscos e benefícios de uma ação militar, e ele mesmo admitiu que os ataques poderiam resultar em baixas entre os soldados americanos.
A ministra ressaltou que os ataques devem ser "condenados e repudiados". Em uma nota divulgada pela manhã, o Itamaraty expressou "grave preocupação" em relação aos eventos, reiterando que a negociação entre as partes é o "único caminho viável para a paz".
"O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, evitando a escalada de hostilidades e assegurando a proteção de civis e da infraestrutura civil", declarou o governo em sua mensagem oficial.
O Itamaraty também informou que as embaixadas brasileiras na região estão acompanhando os desdobramentos das ações militares para atender às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados.
Os ataques tiveram início na madrugada deste sábado. O presidente Donald Trump anunciou que os EUA iniciaram "grandes operações de combate" no Irã, prometendo desmantelar as forças armadas do país e eliminar seu programa nuclear.
Em resposta, o regime iraniano desencadeou uma série de ataques por todo o Oriente Médio, com explosões registradas em nações que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
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