Almir Garnier Santos Almir Garnier Santos – Wikipédia, a enciclopédia livre

Almir Garnier Santos – Wikipédia, a enciclopédia livre

Almir Garnier Santos

Almir Garnier Santos nasceu no Rio de Janeiro em 22 de setembro de 1960. É um militar e almirante de esquadra brasileiro, que atuou como comandante da Marinha de 9 de abril de 2021 a 30 de dezembro de 2022.

Em 11 de setembro de 2025, foi condenado a 24 anos de prisão em regime inicial fechado por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, e outros. Sua prisão ocorreu em 25 de novembro de 2025, após o trânsito em julgado dos recursos que determinaram o início do cumprimento de sua pena.

Desde jovem, Almir Garnier Santos iniciou sua trajetória militar. Aos dez anos, ingressou na Marinha do Brasil, como aluno do curso de formação de operários na extinta Escola Industrial Comandante Zenethilde Magno de Carvalho. Graduou-se como Técnico em Estruturas Navais na Escola Técnica do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) em 1977.

Ele estagiou nas Fragatas Independência e União e começou o Curso de Formação de Oficiais da Reserva da Marinha no mesmo ano. Em 1978, ingressou na Escola Naval, concluindo o curso em 1981 como primeiro colocado no Corpo da Armada. Retornando de sua viagem de instrução no Navio-Escola Custódio de Mello em 1982, foi nomeado Segundo-Tenente, servindo na Fragata Independência.

Em 31 de agosto de 1984, foi promovido a Primeiro-Tenente e iniciou o Curso de Aperfeiçoamento em Eletrônica para Oficiais, finalizando em primeiro lugar no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk em 1985. Posteriormente, serviu em diversos navios modernos da Esquadra brasileira, ocupando várias funções operativas.

Em 1991, como Capitão-Tenente, foi designado para o Curso de Mestrado em Pesquisa Operacional e Análise de Sistemas na Naval Postgraduate School, nos Estados Unidos. Após concluir o Mestrado, atuou em funções técnicas por cerca de dez anos, gerenciando equipes em projetos de otimização de recursos e desenvolvimento de sistemas de tecnologia da informação.

Como Capitão de Corveta, finalizou o Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores em 1998, novamente destacando-se como primeiro colocado. Ele possui um MBA em Gestão Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e um curso de Política e Estratégia Marítima da Escola de Guerra Naval, concluído com menção honrosa em 2008.

Almir Garnier comandou o navio tanque "Almirante Gastão Motta", o Centro de Apoio a Sistemas Operativos, a Escola de Guerra Naval e o 2º Distrito Naval em Salvador. Foi promovido a Contra-Almirante em 31 de março de 2010, a Vice-Almirante em 31 de março de 2014, e a Almirante de Esquadra em 25 de novembro de 2018. Atuou no Ministério da Defesa como Assessor Especial Militar de vários ministros entre junho de 2014 e janeiro de 2017.

Envolvimento na tentativa de golpe de Estado

De acordo com a delação de Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Almir Garnier teria concordado em participar de um golpe de Estado para destituir o presidente e o vice eleitos, configurando um crime de abolição violenta ao Estado democrático de direito.

A Polícia Federal iniciou a Operação Tempus Veritatis em 8 de fevereiro de 2024, visando investigar a organização criminosa envolvida na tentativa de golpe. Almir Garnier foi um dos 33 alvos de busca e apreensão.

Em 21 de novembro de 2024, ele foi indiciado por sua participação na tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder após a derrota para Lula nas eleições de 2022. Em 26 de março de 2025, tornou-se réu na Ação Penal 2668, sendo representado pelo advogado Demóstenes Torres.

Em 10 de junho de 2025, Garnier prestou depoimento ao Supremo, negando ter oferecido tropas a Bolsonaro ou recebido minuta do golpe. Ele confirmou reuniões com chefes militares e expressou preocupações gerais.

Sua condenação em 11 de setembro de 2025 marcou um momento histórico, sendo a primeira vez que generais e almirantes foram condenados no Brasil por golpe de Estado. Dois meses depois, foi preso pela Polícia Federal para o cumprimento da pena.

Condecorações

Almir Garnier Santos recebeu diversas honrarias, entre elas:

- Ordem do Mérito da Defesa - Grande-Oficial
- Ordem do Mérito Militar - Comendador
- Ordem do Mérito Naval - Grande-Oficial
- Ordem do Mérito Aeronáutico - Comendador
- Medalha Mérito Marinheiro - Duas âncoras
- Medalha Militar com passador de ouro
- Medalha-Prêmio Escola de Guerra Naval
- Medalha-Prêmio Conde de Anadia
- Ordem de Rio Branco - Grã-Cruz


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