Aliados dos EUA lidam com guinada de Trump contra o Irã
Reunião Urgente entre Omã e EUA
Na última sexta-feira (27), o Ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, teve um encontro urgente com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, em Washington. Durante a reunião, foram destacados os progressos nas negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã, além da esperança de que mais avanços pudessem ocorrer nas discussões da semana seguinte.
De acordo com uma fonte, Albusaidi deixou o encontro com a impressão de que Vance esteve bastante envolvido, mas também com um sentimento de pessimismo em relação a possíveis avanços diplomáticos, especialmente devido à significativa presença militar dos EUA na região. Contudo, ele não tinha conhecimento de que ataques estavam planejados.
O anúncio do presidente Donald Trump sobre "grandes operações de combate" contra o Irã, ocorrido cerca de 16 horas depois, marcou um novo afastamento da diplomacia por parte de um líder que se orgulha de seu papel como pacificador. Essa foi a segunda vez, no atual mandato de Trump, que as negociações para limitar o programa nuclear iraniano foram interrompidas por ações militares.
Reação dos Aliados
Diversos aliados dos EUA na região receberam avisos através de canais militares sobre os ataques iminentes, e alguns foram contatados por altos funcionários do governo Trump, conforme relataram quatro fontes.
Embora houvesse esforços contínuos de vários países da região para dissuadir o governo Trump de realizar bombardeios no início deste ano, nações como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos teriam apoiado, em conversas privadas, a realização dos ataques, conforme afirmaram duas fontes.
Entretanto, uma outra fonte contestou a ideia de que a Arábia Saudita teria feito lobby para os ataques, informando à CNN que "todas as opções foram discutidas" e que o Reino declarou aos EUA que apoiaria qualquer decisão tomada.
Quando os aliados regionais foram notificados sobre os ataques, algumas fontes indicaram que não estava claro se os alvos incluiriam o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei. Com a morte do líder, a região permanece perplexa e cheia de incertezas sobre os próximos passos.
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