Algodão recua em Nova York com alta do dólar e do petróleo
A alta do petróleo e do dólar influenciou os preços futuros do algodão na sessão desta quinta-feira, 26. O contrato com vencimento em maio caiu 1,22%, fechando a US$ 65,36 por libra-peso.
Conforme dados do Barchart, os contratos futuros do petróleo bruto subiram 90 centavos por barril, alcançando US$ 66,36. O índice do dólar também registrou alta de 0,295 ponto, atingindo 97,920.
A valorização do petróleo e do dólar gerou preocupações sobre inflação e desaceleração econômica global, o que pode impactar o consumo de produtos têxteis.
Com um câmbio mais forte, o produto se torna mais caro para importadores em outros países, resultando em uma provável redução da demanda internacional e estimulando vendas por parte dos fundos.
Preços do suco de laranja
Os preços do suco de laranja tiveram um aumento na bolsa de Nova York, fechando o dia a US$ 1.866,00 por tonelada, com uma alta de 4,57%.
Cacau
Os preços do cacau também apresentaram leves ganhos na bolsa de Nova York, com o contrato para entrega em maio cotado a US$ 3.063 a tonelada, um avanço de 0,36%.
Apesar da recuperação parcial das perdas anteriores, o mercado deve continuar sob pressão baixista, segundo Jack Scoville, analista da Price Futures Group. Ele destacou as vendas por parte de produtores na Costa do Marfim e o aumento da produção em países fora da África Ocidental, como na Ásia e América Central.
"Uma grande safra principal chegou à África Ocidental e as chuvas foram positivas para a próxima safra", afirmou Scoville.
Açúcar
Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão em queda na Bolsa de Nova York, com o vencimento em maio cotado a US$ 13,95 por libra-peso, um recuo de 0,36%.
O mercado se desvalorizou após informações do Financial Times sobre a possibilidade de a China aumentar impostos sobre bebidas açucaradas, o que pode reduzir a demanda no país, um dos maiores consumidores globais.
A expectativa de menor consumo pressiona os preços, em um cenário já marcado por sinais de desaceleração. Em entrevista à CNN Brasil, o analista da Safras & Mercado, Maurício Muruci, destacou que o consumo de açúcar tem diminuído nos últimos anos.
“Esse movimento ajuda a explicar os preços mais baixos do açúcar cristal no mercado físico, mesmo durante a entressafra, período em que tradicionalmente as cotações tendem a subir”, ressaltou.
Café
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro para o café arábica com entrega em maio teve uma queda de 0,90%, encerrando a US$ 2.8230 a libra-peso.
Informações do Barchart indicam que o mercado do café caiu após a divulgação de estimativas que apontam um aumento na safra global. Um relatório do Rabobank sugere que a produção mundial pode atingir um volume recorde de 180 milhões de sacas, impulsionado principalmente pela safra brasileira, que deve ter resultados excepcionais.
O cenário de oferta mais ampla, junto à recomposição gradual dos estoques certificados de arábica da Intercontinental Exchange (ICE), está pressionando as cotações. A combinação de produção elevada e maior disponibilidade física no mercado diminui a sensação de escassez que sustentava os preços nas semanas anteriores.
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