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Alesp abre processo disciplinar que pode levar à cassação de Lucas Bove

Alesp inicia processo disciplinar contra Lucas Bove

24/02/2026 16h23

Atualizado 45 minutos atrás

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) deu início a um processo disciplinar contra o deputado Lucas Bove (PL), que pode culminar na cassação de seu mandato. A ação foi motivada por uma representação apresentada pela deputada Mônica Seixas (PSOL), que acusa o parlamentar de agressões de gênero, resultantes de ofensas verbais ocorridas durante debates na Casa.

Bove é réu na Justiça por violência doméstica, após ser acusado por sua ex-mulher, Cíntia Chagas, de agressões. Contudo, as denúncias relacionadas a esse caso ainda não foram discutidas na Alesp.

No dia 2 de setembro, Mônica Seixas questionou a postura de Bove, que estava se dirigindo à deputada Professora Bebel (PT) de forma agressiva. Ao se dirigir ao microfone, ela mencionou a atitude de Bove, que, por sua vez, reagiu afirmando que falava “do jeito que quiser” e os dois iniciaram uma discussão acalorada. O deputado se exaltou, elevando o tom de voz e batendo a mão na mesa.

Na sessão desta terça-feira (24), a abertura do processo disciplinar foi aprovada por unanimidade pelos membros do Conselho de Ética. Os deputados Emídio de Souza (PT), Eduardo Nóbrega (Podemos), Rafael Saraiva (União), Paula da Bancada Feminista (PSOL) e Delegado Olim (PP) votaram a favor da medida, com Emídio designado como relator do caso.

Mônica, durante sua manifestação no Conselho, expressou sua preocupação em proteger Bebel, destacando que Bove interrompeu a sessão para evitar que sua atitude fosse registrada pelas câmeras.

Bove também havia protocolado uma representação contra Mônica, mas este caso foi arquivado. Agora, o processo seguirá com a oitiva de testemunhas e a apresentação de defesa, sendo que ao final o Conselho de Ética opinará sobre a sanção a ser aplicada, que precisará ser votada em Plenário. As sanções podem variar desde uma advertência até a cassação do mandato.

Em nota, o deputado afirmou ter sido denunciado “por conta de uma discussão acalorada em plenário, comum na política e sem qualquer tipo de violência”.

“Não fiz rachadinha e não agredi nenhum cidadão, como ocorreu com o deputado do PSOL, que escapou da cassação em um movimento político. O que está em questão não é um julgamento de mérito, mas político. É notável que deixaram o assunto, que já estava em pauta há meses, para o início do ano eleitoral. Além disso, a representação que fiz contra a deputada do PSOL, por me chamar de imbecil no plenário, foi arquivada na mesma sessão. Qual ética ou decoro tem um parlamentar que ofende outro? Há, como de costume, dois pesos e duas medidas para legitimar uma perseguição contra parlamentares bolsonaristas”, concluiu.


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