Alerta: mapeamento revela quase 18 mil áreas de risco no Brasil
Alerta: mapeamento revela quase 18 mil áreas de risco no Brasil
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) fez um levantamento nacional para identificar áreas vulneráveis a desastres naturais, revelando quase 18 mil zonas de risco.
O objetivo desse trabalho é apoiar ações de prevenção e ajudar autoridades a proteger a população. Com informações detalhadas sobre as áreas mais vulneráveis, prefeituras e equipes de defesa civil podem planejar medidas para reduzir impactos de enchentes, deslizamentos de terra e processos de erosão.
Segundo o diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões, os estudos reforçam o compromisso da instituição com a segurança das comunidades. Em um comunicado à imprensa, ele ressalta que os relatórios disponibilizados “fornecem a gestores públicos e às defesas civis instrumentos valiosos para que possam tomar decisões assertivas para salvaguardar vidas e evitar perdas materiais”.
Os levantamentos também ajudam municípios a buscar recursos para obras de infraestrutura e contenção de encostas. Com base nessas informações, as cidades conseguem planejar melhor a ocupação do território e reduzir o risco para moradores.
Um dos principais trabalhos realizados pelo SGB é a Cartografia de Áreas de Risco. Esse estudo identifica locais classificados como de risco alto ou muito alto relacionados a inundações, enchentes, erosões e movimentos gravitacionais de massa. Quando não há planejamento urbano adequado, o perigo para moradores aumenta consideravelmente.
Os dados mostram que mais de 4,6 milhões de pessoas vivem atualmente em áreas consideradas de risco no Brasil. Entre os municípios analisados, foram identificadas cerca de 17,7 mil áreas vulneráveis, sendo aproximadamente 5,5 mil classificadas como de risco muito alto.
Outras 12,1 mil áreas foram consideradas de risco alto. Entre os problemas mais comuns estão os deslizamentos de terra, responsáveis por cerca de 8,8 mil áreas mapeadas. Em seguida aparecem as inundações, com aproximadamente 5,7 mil registros.
Os levantamentos são realizados em todos os estados do país, com exceção de Santa Catarina e Pará, que apresentaram menor número de áreas de risco. A região do Rio Grande do Sul apresentou a maior quantidade de áreas vulneráveis, com 2,4 mil em 133 municípios. O Amazonas e o Amapá também apresentaram grandes números de áreas de risco.
O SGB desenvolveu outros estudos voltados ao planejamento urbano e à prevenção de desastres, como mapas de suscetibilidade a deslizamentos e inundações, cartografias de perigo geológico e cartas geotécnicas de aptidão à urbanização. Essas informações ajudam autoridades a planejar ações de prevenção e reduzir impactos de eventos extremos.
O órgão também realiza avaliações técnicas após desastres naturais e estudos sobre populações que vivem em áreas vulneráveis. Essas informações ajudam autoridades a planejar ações de prevenção e reduzir impactos de eventos extremos.
Outra atividade importante é o monitoramento dos níveis dos rios. O SGB opera atualmente 19 Sistemas de Alerta Hidrológico, que acompanham o comportamento das águas em diferentes bacias hidrográficas do país. Esses sistemas atendem mais de 100 municípios e beneficiam diretamente mais de 10 milhões de pessoas.
Segundo o órgão, esses sistemas atendem mais de 100 municípios e beneficiam diretamente mais de 10 milhões de pessoas. Durante períodos de chuva intensa, são emitidos boletins com previsões sobre o nível dos rios e possíveis riscos de inundação.
Com essas informações, equipes de defesa civil e autoridades locais conseguem agir com antecedência. Em alguns casos, por exemplo, é possível retirar moradores de áreas ameaçadas antes que enchentes atinjam níveis perigosos, reduzindo danos e salvando vidas.
A Cartografia de Áreas de Risco é um documento importante que ajuda a identificar áreas vulneráveis e a planejar ações de prevenção. O SGB desenvolveu essa ferramenta para ajudar a proteger a população e a prevenir desastres.
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