Alckmin diz que tarifa global de 15% aplicada pelos EUA pode ser benéfica ao Brasil
Alckmin comenta sobre tarifa global de 15% dos EUA
O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou neste domingo (22) que a nova tarifa global de 15% imposta pelo presidente americano Donald Trump pode trazer benefícios ao Brasil.
Apesar da mudança positiva, o presidente em exercício expressou preocupação em relação à investigação contínua dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras.
Anteriormente, os EUA aplicavam uma taxa de 50% ao Brasil, embora alguns produtos estivessem isentos. Essa taxa foi alterada após a Suprema Corte americana considerar que Trump excedeu seus poderes ao implementar tarifas recíprocas.
Com a nova medida, a taxa de 15% será aplicada a todos os países e entrará em vigor na terça-feira (24), com validade de 150 dias, salvo autorização do Congresso para prorrogação. Alckmin acredita que essa tarifa promoverá maior competitividade aos produtos brasileiros.
"Essa nova tarifa ajuda muito a competitividade dos produtos brasileiros, permitindo que possamos exportar mais para os EUA, conquistar mais mercado e gerar empregos e vendas no Brasil. É justo, pois a tarifa média de entrada dos produtos americanos no Brasil é de 2,7%", afirmou o vice-presidente ao deixar uma missão em Aparecida (SP).
Ele ressaltou que, mesmo com a alíquota de 15%, a competitividade não será comprometida, já que a tarifa é uniforme para todos os países. Além disso, em alguns setores, como combustível, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves, a alíquota foi zerada.
Apesar do cancelamento das tarifas elevadas, o governo Trump anunciou que continuará a investigação com base na Seção 301, que permite a imposição de tarifas por práticas comerciais consideradas ilegais. O Brasil é alvo dessa investigação desde o ano passado, com o Pix sendo um dos pontos analisados.
"Isso preocupa, mas será esclarecido. O Pix é um exemplo positivo para o mundo, sendo uma medida benéfica para a população. Outras questões também serão esclarecidas, como já ocorreu no passado", comentou Alckmin.
Um estudo do Financial Times indica que tanto o Brasil quanto a China podem se beneficiar da nova tarifa de 15%. O relatório do GTA (Global Trade Alert) aponta que o Brasil deverá experimentar a maior redução nas taxas tarifárias médias, com uma queda de 13,6 pontos percentuais.
Países aliados dos EUA, como Reino Unido, União Europeia e Japão, devem enfrentar um impacto mais significativo devido à nova taxa, que foi introduzida após a Suprema Corte considerar ilegal parte da política comercial anterior de Trump.
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