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Advogado preso por suspeita de estupro em motel tem registro da OAB suspenso no Acre

Advogado preso por suspeita de estupro tem registro suspenso pela OAB no Acre

Aluísio Veras de Almeida Neto responde a um processo por estupro e cárcere privado envolvendo um jovem de 18 anos. Além disso, ele também é investigado pela morte de um homem no mesmo motel em 2025.

Por Jhenyfer de Souza, Renato Menezes, g1 AC — Rio Branco

21/02/2026 12h12 Atualizado 21/02/2026

A Ordem dos Advogados do Brasil no Acre (OAB/AC) instaurou um processo ético-disciplinar contra o advogado Aluísio Veras de Almeida Neto.

A prisão ocorreu após um jovem de 18 anos informar à polícia que havia sido abusado sexualmente e estava impedido de deixar o motel.

O advogado já havia sido indiciado pela Polícia Civil por um homicídio anterior, de David Weverton Matos Araújo, no mesmo local.

Aluísio Veras de Almeida Neto teve seu registro suspenso pela OAB-AC.

Detido em flagrante na última segunda-feira (16) por suspeita de estupro e cárcere privado, o advogado, de 42 anos, teve seu cadastro suspenso na OAB/AC.

Na quarta-feira (18), a OAB divulgou uma nota esclarecendo que um processo ético-disciplinar foi instaurado para apurar possíveis infrações à conduta profissional do advogado. O g1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito.

A OAB ressaltou que o procedimento seguirá o Estatuto da Advocacia, assegurando ao investigado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Além disso, a OAB/AC adotou medidas internas para uma apuração responsável dos fatos e de suas implicações ético-disciplinares.

Aluísio foi preso após um jovem peruano, de 18 anos, acionar a Polícia Militar (PM-AC), dizendo que estava sendo mantido em cativeiro e que havia sido abusado. A prisão preventiva foi decretada em audiência de custódia na terça (17).

Segundo o delegado Samuel Mendes, ao chegar ao local, a PM encontrou o jovem e o advogado trancados no banheiro.

O jovem relatou que havia marcado um encontro com Aluísio por meio de um aplicativo de encontros, com a proposta inicial de consumir bebidas alcoólicas, mas o advogado tentou forçá-lo a ter relações sexuais.

Além do caso recente, Aluísio já havia sido indiciado pela morte de David Weverton Matos Araújo, ocorrida em julho de 2025, no mesmo motel. O inquérito foi concluído e enviado ao Judiciário no ano anterior.

O delegado Leonardo Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que Aluísio alegou não se lembrar dos eventos envolvendo a vítima.

Lucileila da Silva Matos, mãe de David, manifestou seu desejo de justiça pela morte do filho, que foi encontrado no pátio do motel onde Aluísio foi preso.

A OAB-AC também se manifestou em nota oficial, reafirmando seu compromisso com a moralidade e a responsabilidade institucional, garantindo prerrogativas quando necessário e adotando medidas rigorosas para proteger a advocacia e a sociedade.


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