Polícia Civil do Rio de Janeiro

Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio; veja vídeo

Adilsinho, contraventor chefe da máfia do cigarro, é preso em Cabo Frio

Adilsinho, apontado como líder da máfia do cigarro e bicheiro, foi detido em Cabo Frio durante uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Civil do Rio. Ele estava foragido e possuía cinco mandados de prisão, sendo quatro deles por homicídio. As investigações revelam que o contraventor operava um cassino online clandestino e distribuía cigarros falsificados, além de ser acusado de diversos crimes, incluindo assassinatos e organização criminosa. A operação foi parte da FICCO/RJ.

O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi capturado na manhã desta quinta-feira em uma residência na Região dos Lagos, após trabalho de inteligência. Na casa onde se escondia, um policial militar que fazia parte de sua segurança também foi preso. A ação teve apoio do Serviço Aeropolicial e do Ministério Público Federal.

A operação para prender o contraventor contou com monitoramento via drones. Os equipamentos registraram Adilsinho e seu segurança realizando exercícios físicos antes da abordagem. A captura ocorreu por volta das 9h30, minutos após a polícia invadir o imóvel. O monitoramento foi crucial para que a polícia conseguisse autorização judicial para a entrada, já que a Justiça havia negado um mandado de busca anteriormente.

Adilsinho estava na mansão há cerca de uma semana, tendo passado o Carnaval no Rio. Em outubro do ano passado, ele já havia escapado de uma ação policial. O policial militar preso, Diego Darribada Rebello de Lima, foi autuado por favorecimento pessoal.

Embora tenha iniciado suas atividades no Rio, Adilsinho expandiu sua atuação para cerca de dez estados, explorando o mercado ilegal de cigarros em pelo menos seis deles e operando bingos e cassinos em outras regiões do país.

Ele possuía mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal e era considerado mandante de homicídios, com cinco mandados de prisão preventiva em aberto. As investigações apontam que ele foi o mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, ligado à máfia do cigarro.

A prisão foi resultado de dados coletados pela FICCO/RJ, que visa combater organizações criminosas no estado. Adilsinho foi levado à Superintendência Regional da Polícia Federal e será encaminhado ao sistema prisional.

O superintendente da Polícia Federal, Fábio Galvão, destacou que a prisão foi dificultada pela rede de proteção do contraventor, que contava com apoio de policiais. Ele é considerado um dos mais violentos chefes do jogo do bicho.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que Adilsinho é responsável por diversos homicídios, incluindo aqueles de rivais e policiais.

O advogado do contraventor, Ricardo Braga, informou que Adilsinho estava fazendo exercícios quando foi preso e que ele confia na Justiça, negando as acusações.

A audiência de custódia de Adilsinho deve ocorrer entre quinta e sexta-feira, mas ainda não há definição sobre onde ele ficará detido.

Adilsinho tinha pelo menos cinco mandados de prisão em aberto, todos relacionados a homicídios ocorridos em 2022. Entre os crimes atribuídos a ele estão os assassinatos de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, e de Fabrício Alves Martins de Oliveira.

Além dos homicídios, Adilsinho é ligado a um grupo que operava um cassino online clandestino, movimentando R$ 130 milhões em três anos. Ele controla a fabricação e venda de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio e já expandiu suas operações para outros estados.

Nascido em maio de 1970 em Duque de Caxias, Adilsinho cresceu em uma família de bicheiros, seguindo os passos do pai, que era sócio de uma banca de jogo. Ele começou a se envolver com atividades ilegais na juventude, buscando construir um império que conta com uma extensa rede de proteção.

A prisão de Adilsinho é um desdobramento da Operação Libertatis II, que visa desmantelar estruturas criminosas ligadas ao comércio ilegal de cigarros. Essa fase da operação resultou em diversas prisões e apreensões de bens avaliados em milhões.

Adilsinho usava casas alugadas e deslocamentos frequentes para evitar a polícia, sendo monitorado por dois meses antes da prisão.


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