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Adeus, Tite? Como Mineiro pode fazer técnico reviver no Cruzeiro o que não acontece há duas décadas

André Donke analisa os principais jogos do futebol brasileiro deste final de semana (0:47).

As vaias da torcida e a pressão por resultados insatisfatórios neste começo de temporada colocam Tite em uma posição complicada no Cruzeiro. Embora a diretoria não esteja considerando uma mudança no comando, o treinador enfrenta uma situação que não vivenciava há mais de 20 anos.

A última vez que Tite foi demitido durante um campeonato estadual foi em 2005, quando estava à frente do Corinthians, que contava com o investimento da MSI, responsável por trazer estrelas como Roger Flores, Carlos Alberto e, principalmente, Carlitos Tevez.

Na época, Tite não era o favorito da parceira e foi dispensado após uma derrota por 1 a 0 para o São Paulo, em um jogo marcado por um pênalti perdido por Coelho contra Rogério Ceni.

Desde então, o técnico não passou por essa experiência de perder o emprego por conta de um estadual. As saídas de Atlético-MG (2005), Palmeiras (2006), Internacional (2009) e Corinthians (2013) ocorreram durante crises no Brasileirão, enquanto a ruptura com o Flamengo, em 2024, se deu após a eliminação na CONMEBOL Libertadores.

Tite também deixou dois clubes por vontade própria: no Corinthians em 2016, para assumir a seleção brasileira, e na CBF, após a Copa do Mundo de 2022, no Qatar.

A situação pode se agravar neste sábado (28), caso o Cruzeiro seja surpreendido pelo Pouso Alegre e seja eliminado precocemente do Campeonato Mineiro. A Raposa venceu a partida de ida da semifinal por 2 a 1 e precisa apenas de um empate para garantir a vaga na decisão contra Atlético-MG ou América-MG.

Segundo informações da ESPN, Tite tem o apoio da diretoria cruzeirense, que não vê o momento atual, em que o clube ainda briga pelo título estadual, como ideal para uma troca de comando.

A avaliação é de que conquistar um título neste momento aliviaria consideravelmente a pressão sobre o experiente treinador, enquanto uma eliminação poderia provocar uma reviravolta.

Contratado no início do ano para substituir Leonardo Jardim, Tite já dirigiu o Cruzeiro em 13 partidas, com seis vitórias, dois empates e cinco derrotas. O próximo desafio da Raposa será no sábado (28), às 18h30 (de Brasília), contra o Pouso Alegre, pelo segundo jogo da semifinal do Campeonato Mineiro.


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