Acordo Mercosul-UE: presidente do Republicanos diz não ver dificuldade para aprovação
Acordo Mercosul-UE: Presidente do Republicanos vê facilidade na aprovação
24/02/2026 16h26
Atualizado 42 minutos atrás
O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, deputado federal de São Paulo e relator da ratificação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, declarou que a aprovação do tratado não deve encontrar dificuldades.
“Vejo um caminho tranquilo, pois trata-se de um tema que abrange diversos governos. Não é exclusivo do atual ou do anterior; este debate já ocorre há quase 26 anos”, afirmou Pereira durante uma coletiva de imprensa na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), após a reunião semanal da bancada. “A aprovação na Representação do Parlamento do Mercosul no Senado, ocorrida hoje pela manhã, indica que a votação será simples”, complementou.
Pereira mencionou que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), demonstrou interesse em pautar a ratificação do acordo entre amanhã e quinta-feira pela manhã. “Vou dialogar com ele sobre a preocupação da FPA em aprovar o decreto de salvaguardas antes da ratificação do acordo. Provavelmente, ele estará comigo em uma reunião hoje com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Buscaremos uma solução que atenda a essa demanda”, disse.
No encontro com os parlamentares, a bancada agropecuária solicitou que o relatório não seja votado antes da regulamentação das salvaguardas internas, que deve ser formalizada em decreto pelo Executivo. “Uma minuta de texto já foi elaborada pelo MDIC. Vou reforçar com o presidente em exercício Geraldo Alckmin a importância de manter a clareza em relação a esse texto, que já atende à FPA, para que possa tramitar junto ao acordo”, relatou Pereira.
Além disso, o presidente do Republicanos destacou que incluirá recomendações no relatório, considerando as preocupações e observações recebidas do agronegócio, da indústria e de outros setores. “A construção deve ocorrer por meio do diálogo entre o Parlamento, o governo e os membros do bloco. Embora o Parlamento tenha o poder de ratificar ou não acordos internacionais, pode e deve fazer recomendações”, observou. “O Legislativo tem a responsabilidade de fiscalizar o Poder Executivo e continuará atuando para que esse problema seja resolvido ou revisado”, concluiu.
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