Fictor

Ações de empresa do Grupo Fictor caíram 60% desde a tentativa de compra do Banco Master

Queda nas Ações do Grupo Fictor Após Tentativa de Aquisição do Banco Master

As ações do conglomerado Grupo Fictor registraram uma queda de 60% desde a tentativa de aquisição do Banco Master, ocorrida em novembro do ano passado. Fundado em 2007, o grupo atua em diversas áreas, como alimentos, energia e serviços financeiros, e ganhou destaque recentemente após a liquidação do banco pelo Banco Central.

O conglomerado apresentou um pedido de recuperação judicial para suas subsidiárias, Fictor Holding e Fictor Invest, que concentram suas operações financeiras. A empresa enfrenta uma crise de reputação e dificuldades no acesso a crédito, consequência direta da tentativa de compra do banco.

A Fictor atribui a crise a um "grande volume de notícias negativas", que impactaram severamente a liquidez das duas empresas. As ações da Fictor Alimentos (FICT3), listadas na bolsa, acumularam uma queda de mais de 63% desde o ocorrido, com uma desvalorização de 25,44% apenas nesta segunda-feira, 2 de fevereiro.

No dia 1º de fevereiro, o grupo protocolou o pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo, buscando reorganizar suas finanças sem interromper as operações. As dívidas da empresa somam aproximadamente R$ 4 bilhões.

A origem do Grupo Fictor remete ao setor de tecnologia, com foco em soluções de logística e gestão empresarial. A partir de 2013, o conglomerado diversificou seus negócios e atualmente opera em segmentos variados, incluindo infraestrutura e mercado imobiliário.

Em 2018, a Fictor expandiu sua atuação para o comércio de commodities do agronegócio, possuindo fábricas e frigoríficos em cinco estados brasileiros. A capacidade de abate é de até 150 mil aves por dia.

Nos últimos anos, o grupo também ganhou notoriedade por meio de patrocínios esportivos, incluindo um contrato significativo com a Confederação Brasileira de Atletismo e o Palmeiras, buscando associar sua marca a projetos de formação de atletas.

Com a crise envolvendo o Banco Master, o Grupo Fictor espera reestruturar suas operações, mantendo algumas subsidiárias fora do pedido de recuperação judicial. A empresa continua a afirmar que seus demais negócios permanecem em funcionamento normal.


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