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Ações da Rede D’Or caem forte após balanço do 4T25; o que desagradou o mercado?

Queda das Ações da Rede D’Or Após Resultados do 4T25

26/02/2026 11h14

As ações da Rede D’Or (RDOR3) registravam uma queda de 7,19%, cotadas a R$ 40,39, às 11h (horário de Brasília) desta quinta-feira (26), após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025. Apesar dos resultados operacionais favoráveis, analistas apontaram preocupações que impactaram a percepção do mercado.

Em relatório, analistas do JPMorgan destacaram que, embora a demanda e o ticket médio nos hospitais tenham se mantido sólidos, o lucro por ação ajustado ficou cerca de 13% a 15% abaixo das expectativas do banco.

Esse desvio foi atribuído a diversos fatores, incluindo “despesas acima do esperado na SulAmérica devido a provisões para processos cíveis”.

Além disso, as despesas financeiras líquidas mostraram um impacto maior do que o previsto, o que pode ter contribuído para a reação negativa imediata do mercado. O Bradesco BBI reforçou essa percepção, apontando que os números ficaram abaixo das expectativas, com desvio de 5% tanto no Ebitda quanto no lucro líquido.

A receita hospitalar teve um crescimento de 16% ao ano, acelerando em relação ao trimestre anterior, mas a rentabilidade não atendeu às expectativas. A margem EBITDA hospitalar ficou 1,2 pontos percentuais abaixo do esperado, em parte devido à menor margem bruta de caixa. Outro ponto crítico foi o aumento de 35% nas despesas financeiras líquidas, que superaram as previsões do BBI em 20%.

O Itaú BBA também comentou sobre o crescimento da receita, que foi impulsionado pelo aumento do ticket médio e pelas cirurgias, especialmente na área de oncologia. Porém, a "maior complexidade dos procedimentos impactou a rentabilidade".

No segmento de seguros, o BBA observou uma tendência mais fraca na SulAmérica, caracterizada por um ticket médio menor e aumento nos custos operacionais. O aumento de 132% em provisões para contingências e 44% nos serviços de terceiros foi destacado.

Houve divergências nas análises sobre a SulAmérica. Enquanto o JPMorgan mencionou que a seguradora teve um Índice de Sinistralidade (MLR) mais baixo, o Bradesco BBI destacou que esse indicador pode ter sido beneficiado por uma provisão menor de IBNR (Sinistros Ocorridos, mas Não Avisados).

O Itaú BBA focou na eficiência da rede hospitalar, ressaltando que a taxa de ocupação de 76,9% foi superior à média histórica para um quarto trimestre, mesmo com a redução sazonal de 92 leitos.

Apesar das preocupações com os custos e da queda das ações, as três instituições mantiveram suas recomendações de compra.


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